Uma fábrica de gás da França foi atacada na manhã desta sexta-feira (26), deixando uma pessoa morta e outras duas feridas. Segundo autoridades de segurança do país, dois homens teriam chegado em um carro, com bandeiras com inscrições em árabe, e colidido em botijões de gás, resultando em explosões.

Um deles foi detido. A suspeita é de que se trate de um atentado terrorista. Segundo uma das autoridades, que falou em condição de anonimato, a pessoa morta foi encontrada decapitada, do lado de fora da entrada da empresa, que fica no sudeste do país, na cidade de Saint-Quentin Fallavier, a 525 quilômetros de Paris.

Duas bandeiras com inscrições em árabe foram encontradas no local do ataque, uma branca e outra preta. A procuradoria antiterrorismo da França abriu uma investigação para identificar os responsáveis e a motivação do ataque. Outras pessoas possivelmente envolvidas são procuradas. O que se sabe, por enquanto, é a que decapitação da pessoa que morreu não ocorreu por conta das explosões.

Em Bruxelas, o presidente francês, François Hollande, descreveu o incidente como um ataque terrorista e convocou autoridades de defesa para uma reunião na tarde de hoje.

Suspeito

O principal suspeito de ter participado do ataque que matou uma pessoa em uma fábrica no sudeste da França foi identificado como Yassine Salhi, de 35 anos, informou há pouco o ministro do Interior do país, Bernard Cazeneuve.

Segundo o ministro, Salhi teria ligações como o salafismo, um movimento de reforma do islamismo que surgiu no Egito no fim do século XIX, mas não teria nenhuma ligação com grupos terroristas. Entre 2006 e 2008, ele chegou a ser monitorado pelas autoridades de segurança por supostas ligações com extremistas islâmicos, mas não tem registros criminais.

Ainda de acordo com Cazeneuve, várias outras pessoas suspeitas estão sob custódia para investigação. A suspeita é de que se trate de um ataque terrorista. Segundo as autoridades de segurança, dois homens teriam, em um carro, colidido em botijões de gás na entrada da fábrica.