Se você quiser comprar uma discussão numa roda de amigos, basta falar mal do Toyota Corolla. O sedã japonês é idolatrado, não só aqui, mas em boa parte do planeta.

Afinal, é o automóvel mais vendido da história e os defensores do modelo se balizam em argumentos irrefutáveis, como durabilidade, bom valor de revenda e montagem. Mas o carro está perto de ganhar uma nova geração, bem mais moderna que a atual e com direito a motorização híbrida.
 
O problema é que a novidade promete vir com preços elevados. Afinal, a marca declara um investimento de R$ 1 bilhão no desenvolvimento do veículo que, além do sistema mais eficiente, herdado do Prius, também inaugura por aqui a plataforma global TNGA.


O encarecimento pode provocar também uma valorização no mercado de usados. A atual geração se tornará uma opção bastante atraente para o consumidor que não tem bala na agulha para levar a nova versão.

O Corolla vendido atualmente chegou ao mercado em março de 2014 e trouxe inovações interessantes, como a caixa CVT, mais eficiente que a antiga opção de quatro velocidades. A mudança garantiu um consumo mais baixo ao sedã. 

Mas quem estiver interessado em comprar o modelo seminovo, o consumidor terá que colocar a mão no bolso. Segundo a Fipe, os valores da atual geração do sedã variam entre R$ 58 mil e R$ 96 mil.

No varejo de usados, há distorções sobre os preços praticados e a tabela de referência. Nos classificados, as menores quantias pedidas giram em torno de R$ 65 mil e R$ 98 mil.

Além disso, é preciso paciência. Numa busca no varejo de Belo Horizonte, foram encontradas menos de 90 ofertas. Pelo visto, quem tem não quer vender.