O segmento de elétricos tem sido capitaneado no Brasil, principalmente, por marcas de luxo. BMW, Mercedes-Benz e Porsche têm explorado esse nicho, mas quem tem demonstrado mais agressividade é a Audi. Depois de lançar o SUV e-tron e a derivação cupê, Sportback, a marca das quatro argolas confirmou o lançamento do RS e-tron GT, seu cupê quatro portas de luxo e com quase 600 cv. A pré-venda do modelo terá início até o fim de abril e as entregas estão programadas para até outubro.

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O RS e-tron GT foi confirmado para chegar até outubro; modelo é o elétrico mais potente do portfólio da marca alemã, com motor de 598 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos

Quem confirma as informações é o presidente da Audi, Johannes Roscheck. O executivo participou de uma coletiva virtual, em que também estiveram integrantes do time de desenvolvimento, como o piloto brasileiro Lucas Di Grassi.

Bandeira e-tron

E como a linha elétrica está em expansão, a Audi anunciou o aumento de revendas da marca com bandeira e-tron. Ou seja, lojas capacitadas para vender e dar assistência aos elétricos, assim como oferecer pontos de recarga rápida aos clientes. Até o momento são 14 lojas, incluindo a Audi Center BH, no bairro Santa Lúcia. Roscheck confirmou outras sete lojas, incluindo a loja de Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira.

A Audi busca se tornar referência no mercado de elétricos e o GT chega para dar mais visibilidade à fabricante de Ingolstadt. O modelo ganhou fama muito antes de ser lançado oficialmente, ao aparecer no longa-metragem “Vingadores: Ultimato”, em 2019.

O carro do Homem de Ferro, em questão, ainda era na versão conceitual. Para o Brasil, a Audi trará a versão mais esportiva do modelo. O RS e-tron GT virá com a versão mais potente do conjunto elétrico da Audi.

São dois motores que entregam 598 cv e 84,6 kgfm de torque, além de modo Boost que amplifica a potência para 646 cv durante 2,5 segundos. Assim o RS e-tron GT acelera de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e atinge máxima de 250 km/h, uma velocidade impressionante quando se trata de um elétrico.

Isso porque veículos elétricos, ao contrário dos modelos a combustão, exigem muita energia para sustentar velocidades elevadas, além de gerar superaquecimento do sistema, que reduz sua eficiência. Na prática significa que o carro perde força, pois a energia se desperdiça com o excesso de calor. Di Grassi explica que a tecnologia utilizada no e-tron GT veio dos carros da Fórmula E e mantém o funcionamento sempre estável.

“Hoje, a Fórmula E se tornou um grande laboratório da indústria, algo que faz parte do motorsport desde o fim do século 19. E nosso sistema de cooling foi extraído das pistas. Um Tesla pode ter aceleração mais forte, mas o e-tron consegue manter sua performance o tempo todo, devido a nossa experiência nas pistas. Assim como a tecnologia de regeneração de carga, que utiliza o próprio motor para criar fricção que reabastece as baterias”, explica o piloto.

O que Di Grassi quis dizer é que quando se tira o pé ou se pisa no freio, os motores do e-tron invertem a dinâmica de trabalho. Ao invés de usar a eletricidade para que o motor movimente as rodas, as rodas passam a mover o motor que atua como gerador. Isso acontece com os carros da Fórmula E.

Ou seja, o RS e-tron GT é quase a armadura do Homem de Ferro, mas com quatro portas. Resta saber quanto vai custar, pois com esse tanto de tecnologia, só mesmo o bolso do Tony Stark para dar conta.

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