Ao longo da história, o conceito de automóvel esporte foi se consolidando em pilares de engenharia e design que definiram suas formas. Em tese um carro esporte deve ter carroceria baixa, duas portas, traseira curta, capô alongado, conjunto-motor em posição central (entre os eixos) para melhor distribuição, que podemos abreviar com o termo Gran Turismo. Mas a Audi resolveu subverter a regra e iniciou sua linhagem de alto desempenho a partir de uma perua compacta, a RS2, derivada da 80 Avant e que contou com participação da Porsche. 

A RS2 era tão disruptiva que se tornou um clássico. Além disso, andava na frente de muito cupê, bem mais leve e aerodinâmico que ela. Agora a marca das quatro argolas coloca no mercado a linha 2020 da RS4 Avant, que passou por uma atualização de estilo, mas sem perder seu principal predicado: a performance.

O modelo passa a contar com novos formatos dos faróis e para-choques como aconteceu com o sedã A4, do qual a perua deriva. No entanto, ele tem desenho mais agressivo, com para-lamas alargados para acomodar a imensas rodas aro 19 ou 20 (opcionais).

Motor
A cereja do bolo é o bloco V6 biturbo 2.9 de 450 cv e 60 mkgf de torque. Essa unidade entrega a mesma potência do V8 da geração anterior, mas com a vantagem de ser mais leve (180 quilos) e com toda oferta de torque a partir dos 1.900 rpm.A unidade segue o mesmo conceito de engenharia do motor que equipa os grandalhões RS6 e RS7. 

Ela conta com a tubulação de escapamento na parte interna das bancadas dos motor, que evita a perda de fluxo dos gases de escape para mover as turbinas. O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos e velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente).

O novo RS4 Avant começa a ser vendido na Europa este mês, por 81 mil euros e deverá chegar por aqui em 2020.

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