O ex-governador de Minas Gerais, Eduardo de Azeredo, que está preso desde maio em Belo Horizonte, conseguiu autorização para votar nas eleições do próximo domingo (7). 

“O sentenciado ainda não foi devidamente julgado, enquadrando-se, pois, na categoria de condenado provisório. Nesse sentido, entendo que a participação social, através do exercício do voto, deve ser garantida”, explicou o juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Augusto Lucas Pereira, que aceitou o pedido.

O magistrado determinou ainda que o ex-governador não use algemas, nem o uniforme do sistema prisional.

A decisão prevê também que ele seja escoltado em veículo descaracterizado e que os agentes de segurança pública não usem fardas para “não atrapalhar o exercício do voto pelos outros eleitores”, disse o magistrado.

Ele vai votar num horário de menor movimento e não pode dar entrevista para veículos de imprensa.

Eduardo Azeredo foi preso no dia 23 de maio depois de ser condenado, em segunda instância, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Ele é o primeiro político preso pelo escândalo que ficou conhecido como mensalão tucano e foi condenado a 20 anos e um mês de prisão. 

Segundo a sentença, o tucano participou do esquema que desviava dinheiro de empresas estatais do governo mineiro para abastecer o caixa dois da campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. 

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) instalou urnas eletrônicas em quatro unidades prisionais com a expectativa de alcançar 83 pessoas privadas de liberdade, que ainda não têm condenação irrecorrível. A Academia do Corpo de Bombeiros, onde Eduardo Azeredo está preso, não foi contemplada com uma dessas urnas por não se tratar de um estabelecimento prisional.

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