O Ford Fiesta (que já deixou de ser fabricado no Brasil, bem antes de a marca fechar as fábricas por aqui) tem feito sucesso no Mundial de Rali (WRC). No entanto, depois de 10 anos e três títulos: dois de construtores e um de pilotos, o compacto deixará a terra para dar lugar ao Puma WRC, que estreará com motorização híbrida.

Mas a presença da marca do Oval Azul nas provas de rali da FIA tiveram início há mais de 50 anos e contou com a participação de modelos famosos como o Sierra, o Focus e, claro, o insano RS2000. Mas um dos principais protagonistas foi o Escort.

O compacto representou a marca em quatro gerações. Em 1970 o Escort Mk I venceu o World Cup Rally, que partia de Londres até o México. A prova fazia parte da programação da Copa do Mundo de 1970. Aquela em que o Brasil foi tri.

Dali em diante a divisão europeia da Ford viu que poderia explorar a visibilidade das competições de rali, que fazem sucesso no Velho Mundo. A segunda geração do Escort venceu 20 provas entre 1975 e 1981, acumulando dois títulos no WRC. 

Já a terceira geração (que foi a primeira fabricada no Brasil) teve uma edição preparada para correr o Grupo B da FIA, nos anos 1980, a RS 1700T. O bólido era equipado com motor de 300 cv e tração integral. Mas o carro apresentou muitos problemas e a Ford abandonou o projeto para se concentrar no temido RS2000.

RS
No início dos anos 1990, a Ford resolveu voltar às provas de rali com a quinta geração do Escort. Para a empreitada, convocou a Cosworth para desenvolver o Escort RS Cosworth.

O carro foi desenvolvido para disputar o Grupo A do WRC. O carro estreou em 1993 e acumulou dez vitórias até 1997. Mas foram anos difíceis no WRC, período em que Lancia, Toyota e Mitsubishi doutrinaram a competição.

O Escort RS Cosworth ainda teve uma versão de rua, com apenas 2.500 unidades produzidas. O carro contava com body kit do carro de rali, com destaque para o grande aerofólio, rodas OZ aro 16, assim como as saídas de ar sobre o capô, que ajudavam a refrigerar o motor YBT 134 da preparadora inglesa.

Na versão de urbana a unidade entregava 227 cv e 30,4 mkgf de torque ao modelo, que permitia levar o compacto a até 240 km/h. Foi um dos hot hatches mais legais já construídos na Europa. Com a suspensão preparada, encarava curvas com muita agressividade – bem diferente do primo brasileiro, que capotava com um facilidade incomum.

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