As empresas e cooperativas mineiras ligadas à produção, beneficiamento e comercialização do café já podem solicitar financiamento ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para ter acesso aos recursos do Funcafé para o ano safra 2020/2021. O limite de desembolso pelo banco é de R$ 392 milhões, o maior da história - e que representa aumento de 55% em relação à safra anterior.

Serão três linhas de crédito operadas pelo BDMG dentro do Funcafé. A primeira é destinada à comercialização (estocagem) e tem como alvo cafeicultores e suas cooperativas de produção agropecuária, com prazo de 12 meses para pagar. A segunda linha é para aquisição do café, também com prazo de um ano para quitação, e que tem como alvo as indústrias torrefadoras e de café solúvel, beneficiadores e exportadores, além de cooperativas que fazem torrefação, beneficiamento e exportação. O terceiro produto é para financiamento de capital de giro para cooperativas de produção e para indústria de café solúvel e de torrefação, com 24 meses de prazo para pagamento.

Maior produtor de café do Brasil, Minas Gerais é responsável por mais da metade da produção nacional. Para o presidente do banco, Sergio Gusmão, o recurso será importante para que o setor não seja muito afetado pela crise provocada novo coronavírus. “Como banco de desenvolvimento, o papel do BDMG torna-se ainda mais imprescindível no contexto dos desafios socioeconômicos causados pela pandemia de Covid-19. Estamos focados em uma atuação anticíclica para fornecer mais crédito aos setores estratégicos da economia, como as cooperativas e pequenos produtores da cadeia do café”, afirma.

café
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil

Desembolsos

De janeiro a abril deste ano, o BDMG acumula desembolsos de R$ 210 milhões para o setor agropecuário de Minas. O valor é 68% superior ao destinado no mesmo período do ano passado. Além do Funcafé, os financiamentos do BDMG são realizados por meio de recursos do BNDES e de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).