Novas ações que preveem ajuda financeira especialmente a micro e pequenas empresas mineiras, para que enfrentem a crise gerada pela pandemia de Covid-19, foram anunciadas nesta quarta-feira pelo governador Romeu Zema e pelo diretor-presidente do BDMG, Sérgio Gusmão. Os dois apontaram que o banco de desenvolvimento disponibiliza, neste cenário, carteiras de crédito que chegam a R$ 1,1 bilhão.

Sérgio Gusmão lembrou que Minas Gerais tem 735 mil micro e pequenas empresas, que representam um quarto do PIB mineiro e 60% dos empregos no Estado, segundo dados do Sebrae. Segundo ele, em 16 de março o BDMG lançou um programa de ajuda ao setor de saúde, para empresas de todos os portes, dispensando a apresentação de comprovação patrimonial, mantendo apenas a exigência do cadastro eletrônico na Receita Federal. Já em 24 de março, informou, foi oferecido um programa de auxílio a empresas do setor de turismo, de mais de 90 ramos de atividades, como bares, restaurantes, operadoras de turismo e outras, com carência de 12 meses.

Nesta quarta-feira, foi anunciada a abertura de um programa de renegociação de dívidas com o BDMG, oferecendo às empresas adimplentes a possibilidade de renegociar, solicitando adiamento de pagamento de parcelas por até 90 dias. Outra novidade apresentada é a nova linha multisetorial BDMG Solidário, para todos os setores de micro e pequenas do Estado, com faturamento de até R$ 4,8 milhões, que prevê redução de taxas de juros para capital de giro a 0,83% ao mês e prazo de carência dobrado, de seis meses.

Além disso, Gusmão anunciou a ampliação da participação do BDMG no Fundo Garantidor para Investimento (FGI), administrado pelo BNDES, com um aporte adicional que vai permitir uma cobertura adicional de R$ 100 milhões, em carteira de crédito, sobretudo para empresas de até porte médio, que, segundo ele, vai dar um fôlego extra aos empresários neste momento, permitindo maior liquidez diante da pandemia de Covid-19.

O diretor-presidente do BDMG lembrou que todos os financiamentos podem ser simulados por via digital (bdmg.gov.br).

Servidores

Gusmão informou que o banco tem trabalhado na captação de recursos junto a parceiros internacionais. O governador Romeu Zema disse que costuma ser questionado sobre o motivo de o Estado não usar dinheiro do BDMG para pagar a folha de salários dos servidores. Ele apontou que o BDMG não pode fazer empréstimos a entes ligados ao governo, por uma questão legal. Segundo o governador, há mais de 20 anos isso era possível, mas foi proibido pelo Banco Central.