O novo presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Marco Aurélio Crocco, garante que a instituição tem hoje uma situação financeira sustentável, apesar de não contar com fundos estaduais nem aporte do Tesouro Nacional – como tem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, o BDMG terá que buscar recursos alternativos, já que a oferta de crédito está reduzida, em função da crise financeira.

“Existem fundos estaduais no valor de R$ 3 bilhões que foram fechados, gradativamente, nos últimos três ou quatro anos. Contabilmente, o fundo existe, mas ele não está operando. Estamos recebendo apenas o retorno das operações que fizemos. Numa situação como essa, a palavra-chave é criatividade. Vamos ter que sair no mercado de capitais e buscar recursos, além de alternativas de financiamento”, afirmou Marco Aurélio.

Este ano, o BDMG contabiliza uma carteira de 21 mil clientes ativos, a maioria micro e pequenas empresas.

Segundo o presidente da instituição, o Banco é um dos maiores repassadores de recursos do BNDES em Minas Gerais. “O BDMG tem hoje uma atuação horizontal que deve ser preservada e será. Vamos garantir agilidade e preços melhores que os outros bancos, como vem acontecendo. No ano passado, ele captou dinheiro na Agência Latino-americana de Fomento, na Agência Francesa de Desenvolvimento e no Banco Interamericano de Desenvolvimento. Através dessas parcerias, acredito que teremos condições de alavancar”, disse.

Segundo Crocco, o governo estadual “ entende que a economia precisa fortemente da atuação de agentes públicos e terá maior facilidade para operar”.

O presidente assegurou investimentos de mais de R$ 6 bilhões para este ano, valor superior ao investido no ano passado.

Crocco fez parte da comissão de transição de governo, indicado pelo governador Fernando Pimentel (PT). É tido como nome técnico e da confiança do petista. Crocco é formado em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo sido professor da mesma.