Se o amigo andava meio receoso de comprar um Bentley Bentayga pelo fato de seu motor W2 (isso mesmo, dois V6 “colados”) ou V8 não serem exemplos de economia de gasolina, seus problemas acabaram. A marca inglesa, que pertence ao Grupo VW, lançou a versão híbrida plug-in do jipão aristocrata.

A versão estreia a primeira reestilização do utilitário, que teve elementos óticos suavizados, com formas que seguem o restante da família. Faróis, lanternas, grades e para-choques passaram por leves ajustes. O capô também foi redesenhado, sem avançar sobre os painéis dos para-lamas. 

E é debaixo do novo capô que o Bentayga estreia o conjunto híbrido, que combina motor V6 turbo 3.0 e módulo elétrico que entregam 449 cv e 70 mkgf de torque, sendo que 35 mkgf são apenas do motor elétrico. E suas baterias são capazes de empurrar as 2,4 toneladas do jipão por 51 quilômetros só na eletricidade.

Apesar de vender carros para clientes endinheirados que não contabilizam no caderninho as visitas ao posto, a Bentley quer se tornar referência em eletrificação no segmento de alto luxo, onde disputa mercado com Rolls-Royce Cullinan, Lamborghini Urus e Mercedes-Benz GLS Maybach.

“O Bentayga Hybrid é o próximo passo em nossa jornada para nos tornarmos a empresa líder mundial em mobilidade de luxo sustentável. A Bentley se transformará de uma empresa de carros de luxo de 100 anos em uma nova , modelo de papel totalmente ético e sustentável para o luxo, e o Bentley Bentayga Hybrid é o primeiro modelo pioneiro na estratégia Beyond100 recentemente anunciada pela nossa empresa”, aponta o presidente e executivo-chefe da Bentley Motors, Adrian Hallmark.

Por dentro, o SUV oferece o mesmo padrão de refinamento das versões V8 e W12. O interior é repleto de couro de diferentes tonalidades, assim como detalhes em alumínio. 

O jipão conta com climatização de múltiplas zonas, poltronas individuais na traseira e um pacote de assistentes e refinamentos, que são obrigatórios num jipão, que nos Estados Unidos custa mais de R$ 1 milhão.