Em agosto, Belo Horizonte deve ganhar um espaço de trabalho compartilhado voltado para empresas e profissionais de diversas áreas como empreendedorismo digital e economia criativa. Desenvolvido pelo Governo de Minas, o P7 Criativo terá duas etapas: primeiramente, ocupará o quarto andar do prédio localizado na avenida Afonso Pena, 4.000, em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), para depois seguir para o endereço definitivo. 

Assim que for reformado, o edifício do antigo Bemge – emblemático imóvel que leva o nome de Oscar Niemeyer, arquitetado em 1953 – localizado na Praça Sete, passará a abrigar a iniciativa. A construção, de 25 andares, está sendo revitalizada e as obras estão previstas para serem encerradas no final de 2018. O investimento para a reforma é de R$ 56 milhões.

O andar do primeiro prédio a abrigar o P7 Criativo tem cerca de 1.800 metros quadrados e poderá comportar 400 pessoas conectadas. Neste espaço, o P7 Criativo vai operar de forma reduzida e provisória, mas já contará com a presença da Fumsoft e da Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais (Uaitec), entre outras iniciativas voltadas para o empreendedorismo digital. O custo total da reforma do andar que vai receber o projeto piloto gira em torno de R$ 1 milhão.

Com a conclusão das obras e início das atividades, a versão preliminar do P7 Criativo vai colocar, em conexão, empreendedores, investidores e especialistas que usam a criatividade e o capital intelectual nas áreas de design, moda, audiovisual, robótica, gastronomia, patrimônio cultural, telecomunicações, jogos eletrônicos, saúde e bem-estar, funding, administração pública, educação, entre tantos outros setores.

Estudo internacional

O P7 Criativo vai contar com espaços de coworking, centro de pós-produção audiovisual, biblioteca, auditório, centro de desenvolvimento de software, ambientes de locação para pequenas e médias empresas, restaurante e café, além de uma educação focada no movimento de startups — empresas inovadoras da área de tecnologia. Segundo estudos, o novo empreendimento poderá gerar 1.625 empregos diretos e 8.125 indiretos.

O projeto é inspirado em modelos de inovação do exterior, onde prédios reúnem os principais talentos ligados à inovação e, dessa maneira, fortalecem a economia criativa local. A Codemig foi conhecer de perto como funcionam os hubs de inovação em outros países, como o encontrado no Canadá, na cidade de Waterloo.

“Lá vi uma incubadora de startup ligada à universidade e, do lado, em um prédio antigo e reformado, um espaço de inovação aberta, onde havia empresas de grande porte como o Google, Xerox e GM em contato constante com as startups”, conta o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castello Branco.

O P7 Criativo é uma associação independente, fruto da parceria do Governo de Minas Gerais, Codemig, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), Fundação João Pinheiro (FJP) – responsável pela estrutura de edificação, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG), que participam com uma política de subsídios.

Como será

Em breve, a Codemig vai lançar o site do P7 Criativo com todas as orientações para que empresas e pessoas interessadas se tornem associadas, tanto no endereço provisório quanto no definitivo. Haverá a opção de ser sócio residente, com o aluguel de estações de trabalho ou de áreas maiores, e de ser sócio não residente, que terá acesso aos espaços compartilhados, como cafés, salas de reuniões e eventos.

O aluguel mensal de uma estação de trabalho completa, com mesa e computador, deve girar em torno de R$ 400. Uma área de 20 metros quadrados deve custar R$ 1 mil e uma sala maior, privativa, R$ 3 mil por mês. Já o membro não residente deverá pagar uma mensalidade de R$ 55.