Joe Biden, candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, alcançou, na manhã desta sexta-feira (6), pequena vantagem sobre o republicano Donald Trump no estado da Geórgia, pela primeira vez.

Na noite dessa quinta (5), um juiz negou o pedido de Trump para que a contagem fosse interrompida na Filadélfia. A apuração continua.

De acordo com apuração de emissoras locais, Biden tem 253 votos contra 214 de Trump.

Como o Colégio Eleitoral da Geórgia tem direito a 16 votos de delegados (entenda abaixo), e Biden apresentou vantagem de 917 votos diretos nesse estado nessa manhã, o democrata precisaria de apenas 1 voto do Colégio para vencer a eleição. 

Outras possibilidades para que Biden, de 77 anos, seja eleito o novo presidente são: vencer na Pensilvânia; ou sair vitorioso em dois estados do trio Geórgia, Nevada e Arizona.

Já para Trump, a reeleição parece improvável, mas não impossível. O republicano precisaria vencer na Pensilvânia e na Geórgia, além de ultrapassar Biden em Nevada ou Arizona.

Sem provas, Trump alega fraude

Trump tem utilizado as redes sociais para afirmar que a contagem de votos enviados por correios (método alternativo devido à pandemia de Covid-19) ocorre de forma fraudulenta.

O gestor não apresentou provas. Algumas dessas publicações foram rotuladas como "possivelmente enganosas" pelo Twitter. Especialistas em eleições americanas já afirmaram que fraudes são incomuns no país.

Na noite dessa quinta-feira (5), um juiz federal negou pedido de emergência feito pelo candidato republicano para que a contagem de votos fosse interrompida na Filadélfia enquanto representantes do partido não estivessem no local.

"Como dito durante a audiência da liminar de emergência de hoje [quinta-feira], à luz do acordo das partes, a moção do requerente é negada sem direito a apelação", disse o juiz distrital Paul Diamond.

Antes da negativa, no mesmo dia, um tribunal do estado da Filadélfia já havia determinado a entrada de mais observadores republicanos no local de contagem de votos.

Eleições americanas

As eleições americanas são diferentes das brasileiras em diversos pontos. O principal deles é que a eleição presidencial ocorre por meio de votação indireta a partir de Colégios Eleitorais. 

Cada estado é um Colégio Eleitoral, composto por um número específico de delegados, definido a partir do contingente populacional. Assim, um estado menos populoso tem direito a menos delegados.

O estado de Nevada, por exemplo, tem direito a 6 delegados enquanto a Pensilvânia conta com 20 delegados.

Dessa forma, em um exemplo hipotético, se a maioria dos votos dos eleitores da Pensilvânia for para Trump, todos os 20 votos de delegados dessa localidade vão para o candidato à reeleição. 

(Com Agência Brasil e agências internacionais)