A BMW acaba de lançar a nova geração do M3 no mercado brasileiro, que estreia sua desagradável grade do radiador. O sedã esportivo desembarca em duas versões Competition (R$ 757.950) e Competition Track (R$ 849.950). 

Deixando de lado a carranca medonha (que depois de alguns meses a gente nem repara tanto, mas ainda acha feia), fato é que o M3 evoluiu absurdamente. O sedã se posiciona num panteão dos médios acima de 500 cv em que figuram modelos como Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio e Mercedes-Benz C63 S AMG. 

E como a BMW quer vender performance, mas também “condição de uso cotidiano”, o M3 chega com duas opções para atender as expectativas do exigente e endinheirado cliente. O primeiro tem apelo urbano, mas com alto desempenho garantido pelo motor seis cilindros biturbo 3.0 de 510 cv e 65 kgfm de torque. A transmissão é integral, mas com opção de bloqueio que direciona todo o torque para as rodas traseiras e transmissão automática de oito marchas.

Já o Competition Track chega para ser o brinquedo do milionário, com foco no uso em pista. Nessa opção, ele conta com freios M de carbono-cerâmica, bancos concha com estrutura de fibra de carbono, capas dos retrovisores externos em fibra de carbono, aerofólio em fibra de carbono, apliques nos para-choques em fibra de carbono, rodas na cor preta, pneus semi-slick e faróis M Shadow Line. 

Em termos de performance, M3 Competition e Competition Track aceleram de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e máxima de 290 km/h. A diferença é que na pista a versão mais cara oferece melhor comportamento em função dos pneus e das peças mais leves. 

Por dentro

O M3, assim como todo sedã de luxo, oferece um pacote farto de tecnologias. Ele conta com quadro de instrumentos digital, que é padrão na atual geração do Série 3 - que é o modelo que lhe serve de base.

Ele ainda conta com climatização de múltiplas zonas, comandos por voz, assistentes de condução como ACC, corretores de faixa, leitor de placas. 

Mas também tem assistentes para melhorar a performance na pista, como M Drift Analyser, que ensina o roda dura a dar aquela derrapada de cinema. Ou seja, o sedã te ajuda a fazer bonito na pista e não fazer lambança na rua.

Os bancos, sejam eles de fibra de carbono ou não, contam com revestimento em couro de alto padrão, assim, que se repete pelos quatro cantos do interior. Ele também tem apliques em fibra-de carbono nos painéis. 

“O BMW M3 é um esportivo que traz personalidade única, adrenalina e tecnologia em doses cavalares. A nova geração apresenta ganhos dinâmicos e tecnológicos em termos de grupo propulsor e de suspensão, que são características marcantes da linha M”, aponta o gerente Nacional de Vendas da BMW do Brasil, Rodrigo Andrade.

Na prática, o que Andrade quer dizer é que esse BMW é pura truculência. A suspensão é dura como uma barra de ferro. É um carro impiedoso, que acelera com muita força, freia com muita força. Ou seja, não é o carro para quem precisa transportar o pudim de leite condensado para o almoço de domingo.