Que utilitários-esportivos (SUVs) se tornaram uma epidemia global todo mundo já sabe. Mas, como na natureza, esses jipões também são capazes de sofrer mutações para se adaptar a novos ambientes. Hoje, os SUVs cupês são a nova onda. 

Por aqui a Volkswagen anunciou que lançará uma derivação mais agressiva do T-Cross, que tem sido chamada de T-Sport. A Audi, depois de lançar o Q8, gostou tanto da ideia que apresentou o Q3 Sportback. Já a Mercedes tem suas versões cupê de GLE e GLC. Mas o precursor dessa metamorfose é o BMW X6, que acaba de receber vitaminas para não sucumbir diante dos rivais.

A marca lança para o jipão a edição Competition, que já tinha sido adotada em demais versões chanceladas pela BMW Motorsport, que é a divisão de alto desempenho da casa. Assim, o X6 M, que já oferecia comportamento brutal, surge mais nervoso.

O V8 biturbo 4.0 teve potência elevada para 625 cv. Vale lembrar que o X6 M, assim como o X5 M “convencional”, já entregava 600 cv. Já o torque é de expressivos 75 mkgf. Para dar conta de tanta força e calor, o V8 conta com sistema de resfriamento de ar indireto das turbinas. A transmissão utilizada é a M Steptronic de oito marchas, que atua junto com o sistema de tração integral xDrive.

Tudo isso garante ao jipão de quase duas toneladas aceleração de 0 a 100 em 3,9 segundos. A velocidade máxima é limitada em 250 km/h. 

A máxima pode decepcionar, se considerando a potência de 625 cv, que permitiriam que ele fosse bem além dessa marca. Mas a BMW não quer transformar seu jipão num míssil teleguiado. Afinal ele não deixou de ser um SUV, que por concepção tem centro de gravidade bem mais elevado que de um cupê ou sedã. E mesmo com toda eletrônica embarcada, há excessos que Isaac Newton não tolera.