O ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, comentou nesta sexta-feira (15) sobre a saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Braga Netto afirmou que o Teich alegou questões de "foro íntimo" para pedir demissão do cargo. O ministro ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro defende protocolos diferentes do agora ex-ministro no tratamento para a Covid-19.

"Ministro Teich saiu por questões de foro íntimo. Conversou hoje com o presidente, uma conversa amigável, conversou comigo e outros ministros, sem problema nenhum. São posições diferentes, o  presidente não ignora a ciência, ele segue os protocolos. Ele tem uma visão diferente de qual é o protocolo a ser seguido", afirmou. 

Segundo o ministro, Bolsonaro tem defendido um isolamento social menor como forma de garantir a retomada da economia, e que presidente combate apenas o que ele chamou de "excessos" na abordagem sobre a pandemia.

"O presidente não é contra o isolamento, ele é contra aquele isolamento que vai gerar desemprego e fome lá na frente", acrescentou.

É a segunda troca no comando do Ministério da Saúde em menos de um mês. Antes de Teich, o então ministro Luiz Henrique Mandetta também divergiu com presidente Jair Bolsonaro sobre os caminhos para o combate à pandemia do novo coronavírus no país, como as medidas de isolamento social e o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes.

Durante a coletiva, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que, apesar da saída do ministro, todo o corpo técnico do Ministério da Saúde segue trabalhando normalmente.  

"Vai lá no Ministério da Saúde, tem homens e mulheres até meia noite, uma hora da manhã, dando tudo de si para tentar ajudar o Brasil. Isso não vai mudar. O general Pazuello, que a gente conhece, vai ficar interino e está tocando o ministério", afirmou. O general Eduardo Pazuello, secretário-executivo da Saúde, seguirá como ministro interino na pasta até o presidente Bolsonaro decidir pelo substituto de Teich. Ele também é cotado para assumir a pasta de forma definitiva.