Bolsonaro 'não medir palavras' atrapalha o governo para quase 70% da população, diz pesquisa

José Vítor Camilo
17/09/2019 às 14:36.
Atualizado em 05/09/2021 às 21:48
 (Marcelo Camargo/Agência Brasil )

(Marcelo Camargo/Agência Brasil )

A chamada "forma de comunicação" do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi alvo de uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (17) que apontou que 69,5% da população do Brasil acredita que o fato de o político "não medir as palavras" atrapalha o governo. Os dados, levantados pelo instituto Paraná Pesquisas após ouvir mais de 2 mil pessoas, podem ser consultados na página oficial da entidade.

Primeiramente, as pessoas receberam o seguinte questionamento: "O fato do Presidente Jair Bolsonaro não medir suas palavras, em sua opinião, isso mais ajuda ou mais atrapalha o Governo?". Enquanto quase 70% disseram que isso mais atrapalha, 23,8% defenderam que isso ajuda o governo e 6,7% não opinaram. 

O percentual de pessoas que acreditam que as declarações de Bolsonaro mais atrapalham o governo foi ainda maior entre os entrevistados do Nordeste (78,9%) e com curso superior (77,4%).

Considerando a idade, o número é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (71,2%), mas não atrás entre as pessoas de 45 a 59 anos (71,1%). Além disso, a opinão é mais forte entre as mulheres (73,8%), já que entre os homens essa porcentagem é de 64,8%.

A segunda pergunta feita na pesquisa do instituto Paraná Pesquisas foi se estas declarações de Jair Bolsonaro eram feitas de forma proposital. Para a maioria (58,4%), sim, o presidente fala "sem medir as palavras" propositalmente. 

Os que acreditam que ele não faça isso de forma proposital são 35,3% e 6,3% não sabiam ou não opinaram. Confira os gráfico com os dados abaixo: 

 PARANÁ PESQUISAS / DIVULGAÇÃO / N/A

Entrevistados e grau de confiança

A pesquisa de opinião pública fez entrevistas telefônicas com 2.080 habitantes de 16 anos ou mais espalhados em 26 estados e o Distrito Federal - 170 municípios brasileiros. As perguntas foram feitas entre os dias 11 e 14 de setembro.

Passaram por auditoria um total de 20% destas entrevistas, o que leva a pesquisa a um grau de confiança de 95% e uma margem estimada de erro de aproximadamente 2%, ainda de acordo com o próprio instituto.

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