Se existe um sujeito safo, esse homem é Jeff Bezos. O homem forte da Amazon não dá ponto sem nó. Se tornou o rei do varejo on-line, inventou o Kindle para vender livros sem papel, oferece serviços de streaming e agora criou seu próprio furgão elétrico para fazer despachar as encomendas solicitadas em seu site.

O EV Rivian, utilitário que leva o mesmo nome da startup que se associou à Amazon, acaba de ser apresentado. Esse carro é mais um fruto de empresas de tecnologia que resolveram investir em soluções de mobilidade.

Na mesma semana em que o flerte da Apple com a sul-coreana Kia (para criar o tão aguardado Apple Car), azedou, a Amazon mostra que está um passo à frente numa sinergia que vem atraindo gigantes como Microsoft e Sony.

A marca não deu detalhes técnicos do furgão elétrico. Potência, torque, capacidade das baterias e autonomia não foram revelados. Por outro lado, a Amazon garante que o carro foi projetado para ser um aliado do entregador. 

Porta do motorista reforçada para garantir maior proteção em caso de colisão, assim como degrau de acesso facilitado para entrar no compartimento de carga e prateleiras projetadas para não sobrecarregar o entregador foram algumas das preocupações de Bezos.

Equipamentos

O carro ainda conta com assistentes de condução para evitar acidentes, câmera 360 graus, uma grande tela em que se pode projetar dados de rota, e claro, assistente Alexa.

Tudo isso não foi adicionado porque a Amazon quer uma van do futuro. Mas trata-se de um carro projetado para maximizar suas operações. Assistentes de condução, segurança passiva e ergonomia são garantia de que a entrega será efetuada. 

Com estilo futurista, mas sem fugir às medidas convencionais de um utilitário de carga, o EV Rivian entra em operação ainda este ano. Numa primeira fase, ele será utilizado em 15 cidades dos Estados Unidos. 

Já em 2022, a empresa afirma que serão 10 mil carros circulando pela terra do Tio Sam. Mas a meta é ter nada menos que 100 mil furgões operando até 2030. Um volume ambicioso, mas uma iniciativa bem mais lúcida do que entregar bugigangas com drones.