Além da renda domiciliar per capita, dois outros indicadores divulgados nessa sexta-feira (29) pelo IBGE, relativos ao grau e às formas de ocupação dos brasileiros no trimestre encerrado em janeiro, mostraram ligeira recuperação.

O primeiro diz respeito à taxa de desocupação, que ficou em 11,2% no período (11,9 milhões de pessoas), recuando 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O segundo aponta aumento de 5,2% no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ no país – ou seja, registrados como empresa, o que indica queda na informalidade. 

Conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), a população em atividade no país somou, de novembro a janeiro, 94,2 milhões de pessoas, sendo que 40,7% delas estavam na informalidade, o que correspondia a 38,3 milhões de trabalhadores.

Estavam subutilizadas 26,4 milhões de pessoas, número 2,7% menor do que o registrado no período anterior. Esse índice indica o número de pessoas que poderiam trabalhar mais horas do que estão trabalhando. Já o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho, ficou em 4,7 milhões, o que equivale a 4,2% da força de trabalho. O índice ficou estável na comparação trimestral e na anual.

Detalhamento
O levantamento do IBGE revelou que a informalidade caiu de 41,2% para 40,7% na comparação trimestral. Na [/TEXTO]comparação anual, em janeiro de 2019 a taxa ficou em 40,6%. Do total dos 38,3 milhões de trabalhadores informais, 11,67 milhões estavam empregados no setor privado, redução de 179 mil, e 4,5 milhões eram empregadas domésticas sem carteira assinada.

Os trabalhadores por conta própria sem CNPJ somavam 19,3 milhões, 129 mil a menos do que no trimestre anterior. Ao todo, 479 mil pessoas saíram da informalidade, sendo 129 mil na categoria trabalhador familiar auxiliar.

Segundo a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy, ainda não é possível afirmar que há uma tendência de melhora para o ano, já que os dados divulgados incluem os bons resultados de novembro e dezembro de 2019, quando houve expansão na carteira de trabalho assinada.

“Precisa se distanciar um pouco desses meses para ver se essas pessoas que conseguiram trabalhos temporários no fim de ano serão retidas no mercado. Janeiro é um mês de transição, tem efeitos ocorrendo que não permitem que a gente tenha uma definição da tendência”.

A analista explica que o aumento de 1,3% na inatividade, ou seja, pessoas de 14 anos ou mais fora do mercado de trabalho, também contribuiu para a queda da desocupação. “Vimos uma queda na taxa de desocupação em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2019. Essa queda está muito relacionada a um efeito sazonal de processo de interrupção por procura de trabalho. As pessoas, em função de férias, se retiram temporariamente da procura”. [PE_BIOG]
(Com Agência Brasil)