BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de nota, condenou a postura adotada pela Gol no caso que envolve a coreógrafa Deborah Colker e sua família. "A Anvisa, como autoridade sanitária local, estabelecida nos principais aeroportos do Brasil, em nenhum momento foi acionada pela Gol, e condena o procedimento adotado pela aérea", diz a agência.

Na segunda-feira (19), funcionários da Gol questionaram a possibilidade de voar do neto de Colker, que tem uma doença rara - epidermólise bolhosa, doença de pele não infecciosa que provoca erupções na pele.  A família, que já estava embarcada no voo e havia comunicado a doença na hora do check-in, reclamou da abordagem feita, classificada pela coreógrafa como "falta de profissionalismo".

Informado de que a criança não tinha uma doença contagiosa, o comandante exigiu a presença de um médico, que atestou a informação dada pela família. O piloto, ainda assim, solicitou o atestado por escrito. O voo decolou com cerca de duas horas de atraso e provocou comoção entre os passageiros.

Segundo resolução da Anvisa, "o desembarque ou remoção de viajantes sob suspeita ou evidência de evento de saúde pública a bordo deverá ser autorizado pela autoridade sanitária". Em casos de urgência, "o desembarque ou remoção do viajante para um serviço de assistência à saúde poderá ser efetuado sem a autorização prévia da autoridade sanitária, desde que a mesma seja imediatamente comunicada".
A agência informou que vai apurar o procedimento da Gol.

Explicações sobre o caso já haviam sido solicitadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na noite de terça-feira.