RIBEIRÃO PRETO - Seis meses após uma estudante morrer ao ser atingida na cabeça pela queda de um galho de árvore no campus da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (232 quilômetros da capital), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) iniciou o mapeamento do risco de 616 árvores do local.

O trabalho tem previsão de ser concluído até o final deste mês e vai apontar ações de segurança como poda ou substituição das árvores identificadas com potencial risco.

Serão analisadas apenas as plantas que estão nas áreas urbanizadas da USP São Carlos. Árvores na região de mata do campus não serão incluídas no mapeamento.

Profissionais do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT vão estudar fatores como tamanho, idade, espécie e estado de conservação das plantas para determinar se elas apresentam risco de tombamento ou de desprendimento de galhos.

Na avaliação são observados fatores como feridas, cupins, apodrecimento do tronco, pragas, desequilíbrio estrutural e a localização da planta. Um software vai auxiliar o registro e a análise de cada árvore.

A estudante de doutorado em ciências da computação Giseli Aparecida Braz de Lima, 30, foi atingida por um galho próximo a uma lanchonete no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). O acidente aconteceu no dia 13 de março. À época, a universidade classificou o acidente como uma "fatalidade" e decretou luto oficial de três dias no ICMC.