O cantor Prince do Boi foi multado em R$ 35,5 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após postar fotos de animais silvestres em redes sociais, com legendas fazendo apologia ao consumo.

De acordo com o Ibama, em uma conta no Istagram, o artista postou fotos de três tartarugas, cinco mucuras, uma paca, uma cutia, um jacaré, dois macacos, um papagaio, duas cobras e uma anta.

O cantor confirmou que as fotos foram postadas por ele, mas que desconhecia a denúncia no órgão de proteção ambiental, que as imagens foram disponibilizadas na rede em tom de brincadeira.

Cantor posta fotos e é multado por apologia ao consumo de carne de animais silvestres"Eu não como [animais silvestres]. Postei aquilo de brincadeira. Não saio de casa para caçar animal na selva. Essa foto com a tartaruga foi [no município de] Barreirinha. Teve um festival lá e eu fui. Eu estava passando e tinha um pessoal comendo. Bati uma foto e fiz uma brincadeira dizendo 'olha o almoço'. Em outra ocasião, fui a uma comunidade e vi uma capivara, que estava sendo preparada por um senhor que é pescador. Ele me ofereceu, mas recusei. Pedi para tirar uma foto, porque o pessoal fica com nojo... Quis fazer uma brincadeira.", disse Prince do Boi em entrevista ao G1.

Fiscalização do Ibama

Conforme o Ibama, postagens com indicativos de consumo, uso, cativeiro e matança de animais silvestres são monitoradas pelo instituto, com pena prevista, conforme Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de crimes ambientais), é detenção de seis meses a um ano e multa.

O valor varia de R$ 500 a R$ 5.000,00 por espécime, no caso de constar em lista oficial de fauna ameaçada de extinção (ou da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES), conforme artigo 24 do Decreto Federal nº 6.514/2008. O autuado terá 20 dias para para pagar a multa ou apresentar defesa.

Confira nota do Ibama enviada à imprensa

"Postagens como esta têm sido apuradas e seus autores punidos exemplarmente pelo Ibama para conscientizar e dissuadir as pessoas que pensam ser aceitável consumir animais silvestres e publicar esse tipo de crime ambiental em redes sociais."