A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, na tarde desta segunda (1º), a morte de três pacientes infectadas por bactérias resistentes  - duas nesse domingo (31) e uma durante a madrugada desta segunda – no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Distrito Federal. O hospital mantém cinco pacientes isolados por estarem colonizados com a bactéria enterococo.
 
Uma das pacientes que morreram estava infectada com a bactéria KPC, duas com enterococo, e todas tinham mais de 70 anos. Segundo a coordenadora de infectologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Maria de Lourdes Lopes, ainda não se sabe se a causa da morte das três pacientes foi a infecção desenvolvida pelas bactérias. A necropsia está sendo feita para obter esses resultados.
 
Ao todo, 25 pacientes passaram por exames desde a quinta-feira, para saber se estavam colonizados por estas bactérias. Entre eles, as três idosas, que vieram a óbito. Em cinco deles foi detectada a bactéria enterococo, mas nenhum está apresentando sintomas de infecção.
 
Desde a quinta-feira, as áreas vermelha e amarela do Pronto Socorro do HRT estão interditadas para higienização. Segundo Maria de Lourdes, provavelmente na manhã desta terça-feira todas as áreas voltam a funcionar normalmente.
 
Em entrevista coletiva ao jornalistas na tarde desta segunda, Maria de Lourdes frisou que a resistência das bactérias aos antibióticos é um problema mundial. Uma das principais causas é o uso indevido de antibióticos. “Uma das principais formas de ter resistência bacteriana é tomar antibiótico. Os pacientes estão ficando mais idosos, temos mais diagnósticos, mas tecnologia, às vezes, faz com que seja preciso tomar mais antibióticos, e o preço é a resistência das bactérias a esses remédios”, explicou a coordenadora.
 
Segundo ela, as bactérias podem ser transmitidas de uma pessoa para outra pelo contato direto. Por exemplo, se ela estiver em uma bomba de infusão, e esta não for devidamente higienizados, quem tocar nela poderá ser contaminada.