Quatro soldados brasileiros que lutaram na 2ª Guerra Mundial foram condecorados sexta-feira (8) pela presidenta Dilma Rousseff com as insígnias da Ordem Nacional do Mérito. A cerimônia, no Palácio do Planalto, marcou os 70 anos do Dia da Vitória, comemorados nesta sexta-feira em vários países. Ao discursar, a presidenta falou da honra em homenagear os “heróis” que ajudaram na luta “contra a discriminação e violência”. Dilma lembrou que a participação do Brasil na guerra era vista com ceticismo. Mas, com o envio dos soldados brasileiros, “mostramos a confiança em nós mesmos, pois assim construiremos um Brasil melhor”, destacou a presidenta.

A atual presença de militares brasileiros nas missões de paz patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), fórum criado após o fim da guerra, foi ressaltada por Dilma. “Queremos um mundo regido por normas e instituições democráticas, onde prevaleça a responsabilidade compartilhada, onde as sementes de liberdade floresçam”, disse. Foram condecorados os ex-combatentes Nestor da Silva, João Rodrigues Filho, Roberto Paulo Timponi e Melchisedech Afonso de Carvalho.

Em 1942, após o ataque de submarinos alemães a navios brasileiros, o Brasil decidiu entrar na guerra do lado dos aliados (Estados Unidos, França e Inglaterra), e enviou 25.334 soldados para combater em território italiano. Eles ficaram conhecidos como os Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Nos combates contra os países do Eixo, formado pela Alemanha, Itália e Japão, 443 militares brasileiros morreram.

Ao todo, 70 milhões de pessoas perderam a vida no período da guerra, entre 1939 e 1945. Além do elevado número de mortos, a 2ª Guerra Mundial ficou marcada como a primeira vez em que foi utilizado um artefato nuclear. Embora 8 de maio seja considerada a data oficial do fim do conflito, o bombardeio atômico dos Estados Unidos na cidade japonesa de Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, acabou de vez com o conflito. A explosão atômica matou, em segundos, 140 mil pessoas.

Inicialmente, estava prevista para o dia de sexta-feira a participação da presidenta em uma cerimônia no Rio de Janeiro. Mas, de acordo com o Palácio do Planalto, os próprios pracinhas solicitaram que essa celebração, e as dos próximos anos, fossem transferidas para Brasília, por ser a capital federal. Eles pediram também a construção de um monumento em memória da FEB. Solicitação que, segundo o Planalto, deixou a presidenta “sensibilizada”. Outro motivo informado para que Dilma permanecesse em Brasília é a série de reuniões que ela tem feito para anunciar, nas próximas semanas, um plano de investimentos em infraestrutura.