Imóveis do doleiro Dario Messer, que foi preso durante a Operação Lava Jato, foram vendidos por R$ 12,9 milhões em leilão  eletrônico realizado nesta terça-feira (16), por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Dos 11 imóveis disponibilizados, cinco foram vendidos, cinco tiveram a venda cancelada e um ainda está em aberto, podendo ser arrematado. O imóvel mais caro, um terreno de 4.319 m², na Barra da Tijuca, foi arrematado por R$ 4.215.000,00. Uma casa, com 350 m², na Lagoa, foi vendida por R$ 2.625.000,00.

Um apartamento, de 149 m², na Barra da Tijuca, foi arrematado por R$ 2.440.00,00. Outro apartamento, com 139 m², também na Barra, alcançou o preço de R$ 1.951.874,00. O último imóvel vendido no leilão foi um apartamento, com 104 m², na Barra, arrematado por R$ 1.675.454,00.

O único imóvel que está com os lances em aberto é uma quitinete, em Copacabana, com 25 m², cujo preço mínimo é de R$ 193.090,00. 

Messer

O doleiro Dario Messer, envolvido em desdobramentos da Operação Lava Jato, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão e ao pagamento de multa no valor aproximado de R$ 2,1 milhões.

Messer foi condenado por “ocultar e dissimular a origem, a natureza, a disposição, movimentação e propriedade de recursos em dólar no exterior, depositados, em decorrência de vendas por fora de pedras preciosas e semipreciosas”, segundo a sentença, além de ocultar e dissimular a origem, a natureza, a disposição, movimentação e propriedade de recursos em reais depositados no Brasil em favor de quatro garimpeiros.

Conhecido como “o doleiro dos doleiros”, Messer se prontificou a devolver à Justiça quase R$ 1 bilhão. Ele está em prisão domiciliar, por ser do grupo de risco da Covid-19, porém, o juiz Alexandre Libonati, da 2ª Vara Federal Criminal, reiterou a necessidade do doleiro permanecer em regime fechado, em unidade prisional, tão logo acabe a pandemia.

Em 2020, parte da coleção de artes de Messer, com valor estimado em R$ 10 milhões, foi doada ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

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