Médicos de todo o estado também irão paralisar as atividades na próxima sexta-feira (28) contra as reformas Previdenciária e Trabalhista. O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) decidiu, em assembleia realizada na última semana, que iria aderir à greve geral, com suspensão de todos os serviços, exceto os de urgência e emergência.

Conforme o diretor do Sinmed, Artur Mendes, a orientação é que todos os atendimentos eletivos da rede pública e da rede privada sejam interrompidos amanhã. A paralisação inclui, por exemplo, não realizar consultas e serviços particulares, como de planos de saúde, desde que não sejam casos de urgência. O sindicato responde por cerca de 30 mil profissionais de Minas Gerais. 

“As reformas propostas atingem todos os profissionais, inclusive os médicos, independente do trabalho em serviço público ou privado. A gente vem vendo uma escalada de vínculos empregatícios precários e muitos médicos estão prestando atendimento como pessoa jurídica”, explica Artur. Por isso, a entidade convida a categoria a participar da mobilização. 

Influência na saúde

O diretor do sindicato, que é especializado em Saúde da Família, explica que a decisão de paralisar tomada pela categoria também está relacionada a possíveis problemas de saúde que podem afetar a população caso a reforma da Previdência seja aprovada. O texto amplia a idade mínima para a aposentadoria para 65 anos de idade e 25 de contribuição. 

“Nós temos entendimento técnico e médico que mostra que seguir trabalhando até a idade proposta não é adequado para boa parte de nossa população. Não estamos falando só de pessoas dentro do escritório. A reforma vai atingir principalmente os trabalhadores braçais, que vão ter que seguir trabalhando pesado até os 70 para só então se aposentar. Isso é uma irresponsabilidade”, afirma. 

Em nota divulgada pela entidade, o Sinmed-MG afirma que não está vinculado a nenhum partido político e central sindical, mas “visa defender toda a classe trabalhadora, garantindo o gozo de seus direitos e a defesa contra a precarização e terceirização, inclusive na esfera judicial”. Confira o texto completo aqui.

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