A polícia do Rio trabalha com as hipóteses de crime passional ou vingança na investigação da morte de um comerciante e ex-jogador de futebol João Rodrigo Silva Santos, de 35 anos, que era casado com a soldado Geisa Silva, de 31 anos, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, situada na zona norte da cidade.

Mineiro de Cataguases, Santos era ex-jogador de futebol, um atacante com passagens por Bangu, Boavista, Volta Redonda e Madureira, além de clubes de Honduras e da Suécia. Era proprietário de uma loja em Realengo e havia sido visto pela última vez na segunda-feira (28).

O ex-jogador teria sido rendido pelos bandidos em frente à loja e forçado a entrar num Astra escuro. O carro dele, um Hyundai, também foi levado. A demora de Santos em chegar em casa impacientou a policial militar, que chegou a ir a uma delegacia para comunicar o desaparecimento.

Impaciente durante a madrugada, ela ouviu o barulho de um carro e foi até a porta de casa, por volta das 4h30, quando viu a mochila que pertencia ao marido. Dentro, a cabeça, com olhos e parte da língua arrancados.

A PM Geísa prestou depoimento nesta terça-feira (29). O delegado Willian Pena Junior afirmou que os assassinos conheciam a rotina de João Rodrigo Silva Santos. A polícia suspeita do envolvimento de pelo menos três pessoas.

Segundo o delegado, a policial contou que chegou a avistar um homem colocando a mochila do próprio comerciante na porta de sua casa, mas não reconheceu ele. A hipótese de o crime ter sido cometido por traficantes de drogas não está descartada.

A casa da vítima fica próxima das favelas Vila Vintém e Minha Deusa, chefiadas pela facção criminosa  Amigos dos Amigos (ADA).