Ministério Público investiga apelo sexual em vídeos de MC Melody

Hoje em Dia*
24/04/2015 às 11:09.
Atualizado em 16/11/2021 às 23:45
 (Reprodução)

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Desde que os vídeos da funkeira de oito anos MC Melody surgiram na internet, usuários da rede passaram a discutir mais sobre a presença de publicações com forte apelo sexual de crianças e adolescentes. Nas redes sociais, a MC geralmente aparece dançando e cantando músicas com conotação erótica e sensual e isso tem chocado o público.

Contra esta 'sexualização' das crianças, o Ministério Público de São Paulo abriu nessa quinta-feira (23) um inquérito para investigação sobre "forte conteúdo erótico e de apelos sexuais" em músicas e coreografias de crianças e adolescentes músicos. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (24) pela "BBC Brasil".

MC Melody é um dos alvos da investigação que suspeita de "violação ao direito ao respeito e à dignidade de crianças/adolescentes". O caso está sendo investigado pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e da Juventude da Capital.

De acordo com o inquérito, a funkeira "canta músicas obscenas, com alto teor sexual e faz poses extremamente sensuais, bem como trabalha como vocalista musical em carreira solo, dirigida por seu genitor".

 

 

O Ministério público investiga também, músicas e videoclipes de outros funkeiros-mirins como MCs Princesa e Plebéia, MC 2K, Mc Bin Laden, Mc Brinquedo e Mc Pikachu também são alvo da investigação do Ministério Público paulista.

MC Betinho, pai da MC Melody, também foi citado no inquérito do MP, que atribui a ele o dever de "assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”, conforme dispõe o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente"

Procurado pela reportagem, o cantor não foi localizado. Em entrevistas anteriores, MC Betinho disse que existe uma “perseguição ao funk” e que “não obriga sua filha a fazer nada”. Além disso, ele afirmou que entende quem não gostou dos vídeos ou se ofendeu. "Estamos mudando nossa postura por isso", esclarece.

Petição

Uma petição no site Avaaz que pede "intervenção e investigação de tutela" ao Conselho Tutelar de São Paulo foi a base para a abertura do inquérito pelo Ministério Público do Estado.

O documento reuniu 23 mil assinaturas em quatro dias e a funkeira-mirim chegou a ter seu perfil retirado do Facebook após denúncias de internautas sobre "sexualização".

Assista um dos vídeos da funkeira
 

*Com informações da BBC Brasil

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