Patrão e ex-empregado concordam em dividir prêmio da Mega-Sena após 7 anos

Folhapress
27/02/2014 às 20:08.
Atualizado em 20/11/2021 às 16:20

SÃO PAULO - Depois de sete anos de disputa na Justiça, patrão e ex-empregado fizeram acordo para dividir um prêmio de 2007 da Mega-Sena. Até então, o valor estava bloqueado.    Os R$ 27,7 milhões sorteados à época, corrigidos, nesta quinta-feira (27) chegam a R$ 40 milhões. Ambos concordaram em dividir o prêmio para encurtar a espera pela decisão da Justiça.    O empresário Altamir José da Igreja, de 52 anos, de Joaçaba (SC), negava que os números sorteados tenham sido escolhidos por seu empregado, o marceneiro Flávio Júnior de Biassi, de 21. Ele, por sua vez, dizia ser o verdadeiro dono da fortuna.   Disputa    Na ação cautelar que provocou o bloqueio do prêmio, o marceneiro afirma que pegou uma carona para casa com o chefe e que, no caminho, os dois tentaram parar em uma lotérica para fazer suas apostas, mas desistiram porque não conseguiram estacionar. O patrão, de acordo com o marceneiro, ficou responsável por voltar à lotérica e fazer a aposta em nome do empregado, que teria entregue a ele um papel com os números premiados e R$ 1,50.    Conforme o marceneiro, no domingo após o sorteio, o empresário chegou a ligar para ele para comemorar a conquista mas, na segunda-feira, afirmou que tinha ganho sozinho e lhe ofereceu R$ 8.000.    O marceneiro diz que os números apostados (03, 04, 08, 30, 45 e 54) são uma combinação feita a partir de um número de celular; e o empresário diz que são uma combinação feita a partir das datas de nascimento dele (30/ 09/54) e da filha (03/04/88).    Naquela semana, antes de o dinheiro ser bloqueado, o empresário sacou R$ 285.833,95; transferiu R$ 2 milhões para uma conta no Bradesco; e dividiu o resto entre cinco contas bancárias - dele e de quatro de parentes que também dizem ser ganhadores.    Prêmio    O total do prêmio pago por aquele concurso da Mega-Sena foi de R$ 55,5 milhões. Os outros R$ 27,7 milhões foram entregues a uma aposta de Rondônia. Lá, o dinheiro foi dividido entre 13 pessoas, sem polêmicas, ainda de acordo com a Caixa.

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