A preocupação com a segurança de dados em 2019 atingiu o maior patamar dos últimos dez anos. A conclusão é de um levantamento global chamado Índice de Segurança da Unisys, em referência à empresa autora do estudo. Em 2009, o índice estava em 119 e neste ano passou para 175, um aumento de quase 50%. Em relação ao ano passado, contudo, o aumento foi de dois pontos, de 173 para 175.

O Índice de Segurança da Unisys é uma pesquisa feita anualmente para medir o sentimento de usuários de tecnologias digitais em relação à segurança da informação e hábitos relacionados ao tema. Para o relatório deste ano, foram entrevistadas 13 mil pessoas de diversos países, entre eles o Brasil.

As preocupações manifestadas envolvem diversas áreas, como o roubo de documentos, a contaminação de computadores e smartphones por vírus, o vazamento de dados por bancos e sites de comércio eletrônico e aspectos de segurança nacional. A área com mais risco apontado foi a de fraudes em transações bancárias (índice de 180, contra 175 da média).

“Enquanto o desenvolvimento tecnológico em fintechs inteligentes [empresas de tecnologia que oferecem soluções financeiras] trouxe novas soluções convenientes bancárias e de pagamento para os consumidores em todo o globo, a segurança  parece permanecer uma área de alto receio entre os consumidores”, avaliou o relatório.

Brasil

A preocupação dos brasileiros ficou um pouco acima da média mundial, com índice de 190. O Brasil ficou atrás de outros cujos entrevistados manifestaram maior receio sobre o uso de seus dados, como Malásia (211), Chile (212), México (213), Colômbia (220) e Filipinas (234).

A apreensão foi menor em países europeus, como Holanda (115) e Alemanha (123). A inquietação aqui foi a segunda que mais subiu em relação ao ano anterior (+ 5 pontos), ficando apenas atrás da Holanda (+ 6 pontos).

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