CURITIBA - O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou nesta quinta-feira (28) que vai investigar se houve crime contra o patrimônio público durante protesto na noite de ontem contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre.

O prédio da prefeitura foi pichado e teve janelas quebradas. Carros da Guarda Municipal foram danificados e tiveram peças jogadas contra o prédio. Servidores municipais também dizem ter sido agredidos --o secretário municipal de Governança, César Busatto, foi atingido por tinta vermelha.

O protesto foi organizado por um grupo de estudantes que criticava a nova tarifa, que passou de R$ 2,85 para R$ 3,05 na última segunda-feira.
 O grupo carregava pedaços de pedra e madeira, além de latas de spray e bolas de gude. Alguns dos estudantes estavam encapuzados.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), foi quem levou a notícia-crime à Promotoria. Para ele, o objetivo dos manifestantes era criar "baderna".
"A manifestação é livre e democrática. Mas o grupo que foi até a prefeitura estava com o objetivo de agredir, de afrontar, de dilapidar o patrimônio público", afirmou.

Em entrevista à rádio Gaúcha na manhã de hoje, o coordenador do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFRGS, Matheus Gomes, disse que o vandalismo foi uma "reação espontânea".

"Foi uma reação frente à postura intransigente do Fortunati", afirmou. "Em momento algum o prefeito dialogou com as reivindicações, ele virou as costas para o movimento estudantil."