A reabertura parcial da Estação da Luz, no centro da capital paulista, confundiu e preocupou turistas e passageiros nesta quinta-feira, 31, no primeiro dia de funcionamento depois do incêndio que atingiu o Museu da Língua Portuguesa e fechou o prédio por dez dias.

As plataformas 1, 2 e 3 foram liberadas, mas não há previsão para entrega da entrada 4, principal acesso à estação, porque as obras de reparo continuam. Cerca de 300 mil pessoas passam pelo local diariamente.

Os artistas plásticos Aguinaldo Santos, de 46 anos, e Emília Diniz, de 34, ficaram surpresos com a abertura de parte da estação. "Achei que seria mais demorado, pelo desastre que foi. Mas é arriscado andar de trem desse jeito. Poderiam ter finalizado (a reforma) antes de entregar", opinou Santos.

A estudante de Direito Amanda dos Santos, de 18 anos, estava informada sobre a reabertura parcial e, por isso, já sabia quais saídas podia usar. Mesmo assim, estava receosa de descer do trem na Luz. "Acho que deveriam ter feito a reforma total antes de liberar (a estação)."

Aval
A liberação da estação foi anunciada anteontem pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que recebeu aval da Defesa Civil, órgão da Prefeitura, de que não há mais riscos.

Técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estiveram no local na última semana e constataram que, após as últimas obras de escoramento, a circulação está segura.

Incêndio
O incêndio que atingiu o Museu da Língua Portuguesa e a Estação da Luz aconteceu no dia 21 de dezembro. Uma das hipóteses levantadas para o início do fogo foi um curto-circuito após troca de uma luminária do museu.

O brigadista local Ronaldo Pereira da Cruz morreu durante o combate às chamas, que contou com 60 viaturas e 120 homens do Corpo de Bombeiros.