A cidade de São Paulo iniciou, há três semanas, estudos para monitorar quais variantes do novo coronavírus estão circulando na capital. A preocupação da Secretaria Municipal da Saúde é, principalmente, com a variante indiana, que vem provocando aumento no número de casos no país asiático. 

Em coletiva na manhã desta terça-feira (18), o titular da pasta, Edson Aparecido, disse que a ação tem o objetivo de preparar a capital com antecedência para a chegada da nova cepa. O monitoramento está sendo feito em conjunto com o Instituto Butantan. 
 

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A expectativa é que em até 20 dias os resultados do monitoramento sejam apresentados

“Há três semanas, a secretaria municipal de Saúde e o Instituto Butantan iniciaram estudos de novas variantes na capital para que possamos nos preparar e detectar as variantes que estão circulando na cidade. Já fizemos coletas de testes sorológicos que estão sendo agora estudados pelo Instituto Butantan”, disse o secretário. “A cidade está se antecipando para, caso isso aconteça, medidas sanitárias sejam tomadas.”

A expectativa é que em até 20 dias os resultados do monitoramento sejam apresentados. "O trabalho da Vigilância Genômica está sendo feito pela Prefeitura de São Paulo para se antecipar. É uma ação conjunta com o Instituto Butantan, que analisa os testes para ver se existe ou não a presença de novas variantes do vírus na cidade. Até o presente momento, a variante indiana não foi encontrada na cidade", afirmou o prefeito Ricardo Nunes.

Um estudo feito em março deste ano, durante o pico da segunda onda da pandemia, mostrou que 65% dos casos de Covid-19 detectados na capital tinham predominância da variante brasileira P1, que surgiu em Manaus.

Variante Indiana

Casos da variante indiana já foram identificados na Argentina. Recentemente, um navio foi isolado no Maranhão, após um passageiro indiano apresentar resultado positivo para a Covid-19. A preocupação é que este pode ser o primeiro caso da variante B.1.617 ( a variante indiana) no Brasil.

Segundo a secretaria estadual de Saúde no Maranhão, uma equipe técnica inspecionou o navio no domingo e coletou amostras para diagnóstico da doença e investigação epidemiológica. A pasta informou que as amostras foram enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão e para o Instituto Evandro Chagas, em Belém, que fará o sequenciamento genômico. 

A secretaria informou que toda a tripulação foi colocada em quarentena e isolada em cabines individuais na embarcação. Os resultados desses testes ainda não foram informados. 

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