Um teste rápido que detecta a presença do vírus da zika no sangue começará a ser usado na próxima segunda-feira (15) por um laboratório da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O teste identificará a presença do vírus num prazo de cinco horas. Hoje, o resultado dos testes disponíveis demora até uma semana.

A ação faz parte de uma força-tarefa que inclui a USP (Universidade de São Paulo) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e tem como objetivo unir esforços, com pesquisadores das três instituições, para desenvolver ações em relação a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além da zika, o mosquito transmite a dengue e a febre chikungunya.

Segundo a docente Clarice Arns, que coordena o trabalho, o teste rápido é diferente de exames sorológicos feitos para detectar dengue. "Ele é rápido por ser molecular. O paciente tem de estar doente para que o vírus circulante seja detectado", afirmou.

De acordo com ela, o exame não é inédito e consiste em uma adaptação do teste rápido já usado para detectar a dengue. "Como surgiu agora essa emergência devido à zika, as três universidades atuaram para desenvolver o teste."

Ao menos inicialmente, serão atendidos apenas casos encaminhados pelo HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp. O laboratório já está pronto, à espera dos exames, segundo a pesquisadora.

Na última semana, pró-reitores de pesquisa das três universidades estaduais formalizaram a criação de uma rede para o vírus da zika em reunião no Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas).

No encontro, ficou definido que a Unicamp vai procurar desenvolver novos larvicidas.