A menos de dois meses do início da Copa das Confederações, um defeito em uma tubulação de água da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) do Rio de Janeiro abriu uma cratera em frente ao Estádio do Maracanã, palco do evento. As duas pistas da Avenida Radial Oeste, zona norte, foram inundadas e tiveram de ser interditadas ao trânsito de veículos.

Pela manhã, o diretor de Produção e Operação da Cedae, Jorge Briard, chegou a relacionar o acidente às obras de reforma do Maracanã, que teriam tornado o terreno "instável". "Certamente foi um problema pontual causado pela quantidade de obras. Muita trepidação, muita máquina, muito caminhão." À tarde, o presidente da concessionária, Wagner Victer, porém, negou correlação do estouro da tubulação com o Maracanã. "Já fizemos um diagnóstico e tem zero de possibilidade." A afirmação do diretor, lembrou Victer, foi feita antes da inspeção ser concluída e apenas levantava uma das várias possibilidade de causa do acidente.

"Verificamos que houve uma falha em função da fadiga que normalmente acontece em adutores desse porte, que tem flutuação de pressão", disse o presidente da Concessionária.

O acidente foi por volta das 5 horas. Os carros que passavam no local foram surpreendidos pelo vazamento e precisaram voltar na contramão. A empresa esperava concluir as obras de reparo na noite de ontem e o terreno já estaria pronto para receber um novo asfalto até o início da madrugada. A fissura atingiu a tubulação que leva água para vários bairros na zona sul. Apesar da dimensão do vazamento, que abriu uma cratera com capacidade para abrigar mais de um carro, Victer descartou a possibilidade de desabastecimento.

Reforma

As obras de modernização do estádio duraram quase três anos e são necessárias para atender as exigências da Fifa para que o País possa receber a Copa do Mundo em 2014.

O estádio ainda não foi reaberto oficialmente, mas houve um primeiro teste para convidados no fim de abril, com a presença da presidente Dilma Rousseff. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.