Implantar uma postura conservadora na Prefeitura de Belo Horizonte que, em sua opinião, ignora essa parcela da população. E mudar a postura da administração municipal em relação a quem busca gerar emprego e renda. São as principais bandeiras do deputado estadual Bruno Engler (PRTB), segundo entrevistado na série de livres do Jornal Hoje em Dia  com os postulantes à PBH na eleição de novembro. Com orientação de direita e a tentativa de vinculação ao presidente Jair Bolsonaro, ele espera se valer das redes sociais e da campanha de rua para compensar a ausência na propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV.

"A gente está se propondo para fazer uma campanha conservadora, uma PBH diferente e principalmente enfrentar um cenário de terra arrasada na economia, no comércio, e não podemos ter o que temos hoje, que é um prefeito que não respeita quem gera emprego", afirmou. "Adoraria ter tempo de rádio e TV, não foi o caso, então precisamos buscar outras ferramentas. Fazemos um trabalho de redes sociais muito bom, nossa militância tem sido aguerrida em divulgar nosso conteúdo digital. Temos uma militância que faz política por acreditar em nossa postura".

Ele espera resolver em breve a polêmica envolvendo a definição do candidato a vice em sua chapa que, admite, acaba prejudicando a campanha. "Antes de entrar para o PRTB, a mais de seis meses da eleição, tive a chance de me filiar a outros partidos, mas fechou com o presidente nacional Levy Fidélix que teria autonomia para fechar a candidatura, em termos de coligações e para gerar tempo de TV. Conseguimos fazer uma composição com um partido que nos daria tempo de TV e participação no debate. Tenho um quadro importante, que conhece bem a cidade, que é a coronel Cláudia, mas o presidente municipal da legenda (Mauro Quintão) disse que ele seria o candidato a vice, que ele era o nome da própria confiança. "Cabe ao partido reconhecer que política se faz com palavra, com acordo. Não posso ser um candidato que se propõe a fazer uma política nova e ter de lidar com essa estratégia do rolo compressor. Estamos tentando um acordo para evitar que essa questão se resolva na Justiça".

Sobre as propostas para a cidade, afirmou que pretende tirar da pauta de discussão a questão de ideologia de gênero na educação municipal. E lutar pela adoção do conceito de escola sem partido. "Eu não sei do que as pessoas têm tanto medo. É apenas colocar um cartaz nas escolas mostrando ao aluno que ele tem liberdade de posicionamento ideológico e não pode ser constrangido pelo professor".

Em relação ao problema das enchentes, Engler defendeu obras na atual rede pluvial da capital para adotar barreiras que, de algum modo, reduzam a velocidade da água e impeçam sua vazão descontrolada. Defendeu uma verdadeira auditoria nos contratos de operação do sistema de transporte coletivo da capital. "O prefeito Kalil  prometeu abrir a caixa preta, mas ela está lá empoeirada, fechada. Ele não fez, mas é necessário alguém com coragem para fazer e entender como funciona a concessão dos serviços". Disse que se empenhará pelo retorno dos cobradores e, no que diz respeito à liberação dos recursos para a construção da Linha 2 do Metrô de BH, se mostrou tranquilo. "Qualquer que seja o eleito, o dinheiro estará disponível, basta ter entendimento com o Governo Federal, que assegurou a verba".

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