O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, e o comandante-geral interino da Polícia Militar, coronel Ibis Pereira, estão neste momento reunidos para traçar as ações em resposta ao assassinato de três policiais militares no último sábado, em crimes ao menos inicialmente sem ligação entre si, como têm reforçado Beltrame e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). A cúpula da segurança do Rio começou a reunião logo após a formatura de 61 aspirantes a oficiais na Academia de Polícia Militar, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

O governador participou da solenidade e também dos primeiros minutos da reunião entre Beltrame e os chefes das duas Polícias. Antes, em discurso na solenidade, Beltrame falou aos policiais: "Vamos buscar nossos algozes, mas não vamos admitir o discurso fácil e oportunista de que 'tem de ir para cima'. Os senhores juraram, e eu jurei, o cumprimento de nossos deveres dentro da lei. Essa é a diferença entre nós e os marginais", afirmou o secretário de Segurança. "Não vamos banalizar a vida como os marginais costumam fazer".

No discurso, o secretário voltou a afirmar que segurança não é uma questão só de polícia, mas que envolve também outros setores como Legislativo e Judiciário. "Estamos fazendo a nossa parte", disse aos policiais. Beltrame se solidarizou com os militares mortos, pelo menos 105 só este ano. "Uma pessoa que morre com farda, perdoem-me a expressão, parece que não é gente para a sociedade", afirmou o gaúcho, alegando falta de comoção pela morte de militares. A reunião entre a cúpula da Segurança já dura cerca de meia hora.