A residência do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas (Fiemg) Olavo Machado Junior foi alvo da Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (19) para investigar irregularidades envolvendo o Ministério do Turismo e as entidades do Sistema S.


Em Minas, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. São Paulo, Recife, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Alagoas e o Distrito Federal também foram alvos da ação.

O executivo foi presidente da entidade entre 2010 e 2018, quando perdeu as eleições para o atual gestor, Flávio Roscoe. 

Na mesma operação, foi preso o atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ex-presidente da Fiemg, Robson Braga de Andrade. O empresário, que ficou dois mandatos à frente da entidade, foi levado para a sede da PF em Brasília, onde presta esclarecimentos. 

Procurado pela reportagem, Olavo Machado não atendeu ao telefone celular. A defesa do empresário ainda não se manifestou. 

Por nota, a Fiemg informou que está contribuindo com as investigações. “A entidade está pronta a cooperar e reforça que a atual gestão preza pela transparência e estará sempre ao lado dos interesses da sociedade”, diz o texto.

Já a CNI disse que não teve acesso à investigação, mas "acredita que tudo será devidamente esclarecido". No comunicado, a instituição garantiu que "está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades".