A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) afirmou nesta segunda-feira (10) que a reabertura do comércio na capital mineira diminuiu o prejuízo do setor para 25% nas vendas para o Dia dos Pais em relação ao ano passado. Apesar da queda, o setor ficou satisfeito com as vendas, pois o prejuízo estimado era de 40%.   

O funcionamento dos serviços não essenciais voltou a ser permitido pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) na última quinta-feira (7), às vésperas de uma das principais datas para o comércio varejista.

De acordo com a CDL-BH, a reabertura das lojas atraiu muitos consumidores fazendo com que as vendas superassem as expectativas, reduzindo em 15% o déficit estimado para o período.

Ainda segundo a entidade os estabelecimentos de rua e de galeria foram os mais procurados. Já os shoppings registraram um movimento razoável.

Um levantamento realizado pelo Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas BH) e pela Associação dos Lojistas de Shoppings Centers (Aloshopping) também apontou uma queda de 25% no faturamento das lojas em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar do período de crise, 12,75% das 515 lojas que foram objeto do estudo afirmaram que tiveram um  aumento nas vendas em comparação ao Dia dos Pais de 2019.

Imbróglio

Nesta segunda-feira (10), a CDL-BH enviou um ofício ao Procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet, solicitando a manutenção do processo de reabertura gradual do comércio em Belo Horizonte.

O pedido tem relação com uma decisão judicial publicada em julho, que prevê que apenas municípios que aderirem ao Minas Consciente - programa do Estado que trata sobre a retomada das atividades econômicas em Minas - podem permitir a reabertura do comércio.

Belo Horizonte retomou as atividades sem aderir ao programa. Entretanto, mesmo se a Prefeitura de BH passar a seguir o programa, os indicadores do número de casos de coronavírus na cidade e da ocupação de leitos fariam com que a recomendação fosse que o comércio não essencial da cidade fosse fechado novamente.

Na última sexta, o Ministério Público de Minas Gerais recomendado que a  Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) aderisse ao Minas Consciente.

No pedido, a CDL-BH citou a redução nos indicadores da covid em BH nos últimos dias para justificar a viabilidade da retomada do comércio na capital.  

"Importante registrar que os indicadores vêm reduzindo a cada semana, o que possibilitou a reabertura do comércio no dia 06/08/2020, comportamento que se manteve, mesmo após a abertura das lojas. Mesmo no período anterior ao fechamento das lojas, tal funcionamento não interferiu no índice de transmissão da doença", diz um trecho do ofício enviado pela CDL-BH. 

Depois de funcionar da quinta ao domingo, o comércio no essencial de Belo Horizonte poderá voltar a funcionar na próxima quarta, até a sexta-feira. A CDL-BH, inclusive, afirmou que vai pedir à PBH a autorização para que as lojas possam abrir também no sábado, alegando ser o melhor dia da semana para as vendas, especialmente para o comércios de rua e galerias.