A menos de duas semanas para o Carnaval, a cerveja está mais cara na capital dos botecos. Pesquisa do site Mercado Mineiro, feita em 55 bares de Belo Horizonte, constatou que o preço da “gelada” subiu até 16,25% no período de um ano. 

A Heineken de 600 ml foi a que mais encareceu o happy hour. O valor médio, que era de R$ 10,28, em janeiro de 2018, passou para R$ 11,95, no mesmo mês deste ano. Já a Skol de 600 ml, que custava em média R$ 7,51, saltou para R$ 8,25, elevação de 9,85%. 

E os foliões e botequeiros de plantão devem ficar atentos. As variações de preço entre bares também são bem significativas, aponta o levantamento.

Para se ter uma ideia, a cervejinha pode custar até o dobro dependendo do estabelecimento escolhido pelo freguês. É o caso da Stella Artois long neck, que pode ser encontrada entre R$ 5 e R$ 10, variação de 100%. Já a Budweiser long neck custa de R$ 5 a R$ 8,90, uma diferença de 78%. Se a vontade for matar a sede com um chopinho, o gasto ficará entre R$ 5 e R$ 9, oscilação de 80%. 

Entre os petiscos, a maior diferença foi encontrada na picanha na chapa: 501%. O tira-gosto é vendido a partir de R$ 29,90, mas chega a custar R$ 179,90 

Quem prefere dividir a cerveja com os amigos também tem que prestar atenção ao cardápio. A Brahma 600 ml pode ser encontrada desde R$ 7 até R$ 10,60, variação de 51%. Para a Skol, vendida de R$ 6 a R$ 10,60, a diferença chega a 76%, sem contar os 10% do garçom.

A discrepância de preços não para por aí. Se a opção for pela Serramalte (600ml), o cliente pagará de R$ 8,50 até R$ 13,90, variação de 63%. Já os apreciadores da Heineken (600ml) podem gastar de R$ 9,90 até R$ 14,90, diferença de 50%. 

Tira-gosto

E como cerveja gelada pede um tira-gosto para acompanhar, o Mercado Mineiro também levantou os preços de petiscos. A maior diferença, de 501%, foi encontrada na picanha na chapa/brasa. A iguaria é vendida a partir de R$ 29,90, mas pode chegar a custar R$ 179,90. Embora mais barato, o aperitivo à base de contrafilé é comercializado entre R$ 17,90 e R$ 81, variação de 352%. Se a pedida for carne de sol com mandioca, o desembolso ficará entre R$ 31,80 e R$ 61,90, diferença de 94%. Já uma porção de fritas pode custar de R$ 10 até R$ 29, diferença de 190%. 

“Muitas vezes, a justificativa para o preço mais alto está na localização. Bares como Lourdes e Belvedere, onde os aluguéis são mais salgados, tendem a cobrar mais caro. Barzinhos que estão na moda também costumam ter preços mais altos. Mas é importante o consumidor saber que nem sempre a grife compensa. Um tira-gosto em um bar fora da Zona Sul pode ser mais barato e ser servido em uma quantidade bem maior”, diz o coordenador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.

Entre as bebidas de dose foi registrada uma diferença de até 185% no preço cobrado. É o caso da caipirinha, encontrada de R$ 7 a R$ 20. A variação do refrigerante em lata 300 ml também assusta, com preços de R$ 3,50 até R$ 6,20, enquanto o suco de laranja de 300 ml pode custar de R$ 4 até R$ 12, diferença de 200%. A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 25 de janeiro.