Carros de sete lugares tiveram um boom no final da última década, principalmente com os monovolumes. Mas com a febre dos SUVs, as minivans entraram em rota de extinção. E quem “não tem TV em casa” muitas vezes tinha que apelar para caros utilitários-esportivos como Tiguan Allspace, Outlander e Tiggo 8. 

 

No entanto, se seu negócio não é estar na moda, mas levar a turma toda, o Chevrolet Spin pode ser a solução. O monovolume que substituiu Meriva e Zafira está longe de ser um carro apaixonante. Mas não se pode negar que é bastante prático. Em algumas praças é o favorito dos taxistas.

Além disso, o Chevrolet é a opção mais barata para quem busca um automóvel de sete lugares. Não significa que não seja caro. Com preço inicial de R$ 100.290 (na versão Premier), ele é mais barato que outro veterano, o Fiat Doblò (R$ 106.590), que te faz sentir um pacote do Mercado Livre, quando está amarrado no banco do fundão.

O teste
Testamos a versão Premier, com transmissão automática de seis marchas. A comodidade da caixa sem embreagem eleva o preço da minivan em R$ 4.630. Um acréscimo modesto para um carro que parte acima dos R$ 100 mil.

Aliás, é o único opcional do Spin Premier (além da pintura). A lista de equipamentos (ver ao lado) entrega o que se espera de um carro de R$ 100 mil. Ele ainda traz caprichos com rodas de liga leve e faróis de neblina, que entregam mais refinamento ao modelo.

Chevrolet Spin

Rodas de liga leve e faróis de neblina conferem mais refinamento ao Spin Premier

Chevrolet Spin Premier 1.8:

O que é?
Monovolume compacto, quatro portas e sete lugares.

Onde é feito?
Fabricado na unidade de São Caetano do Sul (SP).

Quanto custa?
R$ 106.520 (testado).

Com quem concorre?
A Spin concorre apenas com o Fiat Doblò no esquálido segmento de minivans. 

No dia a dia
A Spin está no mercado há quase 10 anos. O grande trunfo desse carro está no espaço interno. Em 2012 era uma opção espartana diante de rivais como C4 Picasso, mas hoje se mostra bem superior ao seu único concorrente, o Doblò.<EM>
A minivan oferece bom espaço para quem ocupa as duas primeiras fileiras. A terceira acomoda dois adultos, mas eles vão apertados. Duas crianças vão bem. No entanto, os dois assentos extras liquidam o espaço do porta-malas, o que o torna ineficaz em deslocamentos em que é preciso levar bagagem.

O pacote de conteúdos da Premier segue o que se espera de um carro mais qualificado que um popular. Ele conta com itens com direção assistida, ar-condicionado, computador de bordo, multimídia (USB, Apple CarPlay, Android Auto, Bluetooth, câmera de ré e aplicativos), trio elétrico (retrovisores, trava e vidros elétricos), serviço OnStar, rodas de liga leve aro 16 e faróis de neblina.

Motor e transmissão
O motor 1.8 8v de 111 cv e 17,7 mkgf só existe no Spin, já que o Cobalt passou dessa para melhor. Apesar de a oferta de potência não impressionar, ele entrega muito torque em baixa rotação, o que faz do monovolume um carro ágil quando a turma toda está a bordo. A caixa automática de seis marchas casa bem com o motor, garantindo uma condução confortável.

Como bebe?
O consumo com gasolina foi de 9,5 km/l na trajeto combinado entre urbano e rodoviário.

Suspensão e freios
A suspensão da Spin Activ 7 recorre ao trivial do mercado, com conjunto independente (McPherson) na frente, e eixo rígido na traseira. Os freios utilizam conjunto de discos na frente e tambor atrás. <EM>

A minivan tem um acerto de suspensão que privilegia o conforto. Daí não se deve abusar da sorte, ainda mais por se tratar de um carro com centro de gravidade elevado, o que pode elevar o efeito de rolagem nas curvas. <EM>

A vantagem é que o Spin passou a contar com controle de estabilidade, o que o tornou consideravelmente mais seguro.

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