O Brasil viveu uma euforia de segmentos automotivos entre os anos 1990 e a década de 2000. Entre eles estavam as minivans francesas, que chegaram para disputar mercado com a imbatível Fiat Fiorino. Apesar de oferecerem melhor ergonomia, nunca conseguiram convencer o frotista de que seriam mais robustas que a suspensão de “trator” do utilitário de Betim. 
 
No entanto, na Europa a história é outra e os furgõezinhos franceses têm boa demanda tanto no transporte de carga quanto como automóvel familiar. E a nova geração da Citroën Berlingo está aí para não nos deixar mentir. 
 
Por lá ela se enquadra no segmento de Leisure Activity Vehicle, que numa tradução literal corresponde a Veículo de Atividade e Lazer. Numa época em que SUV tem se ramificado para SAV, SAC e CUV, nada mais justo que essas furgonetas também tenham uma denominação moderninha. 
 
O utilitário acaba de ser reformulado e ganha elementos que remetem à atual identidade visual da marca, com conjunto ótico em três níveis, inaugurado pelo C4 Picasso, e será uma das atrações da marca no Salão do Automóvel de Genebra, que abre as portas em 8 de março, com direito a uma versão aventureira XTR (alcunha que já foi adotada aqui pelo C3, há cerca de 10 anos). 
 
Tudo novo
Apesar de a arquitetura ser semelhante à anterior, a Berlingo ganhou carroceria totalmente renovada e que também deverá servir de base para a prima Peugeot Partner e para a “agregada” Combo (Opel e Vauxhall). 
 
Outra novidade é que a Berlingo, assim como a Combo, terá duas opções de comprimento de carroceria, com duas e três fileiras de bancos. A versão básica mede 4,40 metros, com 2,78 metros de distância de entre eixos. Já a versão alongada (XL) tem 4,75 metros de comprimento e 2,97 metros de entre-eixos. Não se sabe ainda se as versões fechadas (furgão) também terão opção com chassi estendido, o que poderia gerar uma concorrência interna com a Jumpy, que já é vendida por aqui.
 
A Berlingo terá dois motores, partindo do Puretech 1.2 (que por aqui equipa o C3 e o 208), mas com dois ajustes de potência. O segundo motor é o diesel BlueHDi, que será ofertado com três opções de potências. Os dois propulsores poder ser combinados com uma caixa manual de seis marchas ou uma inédita AET8, automática de oito velocidades. As vendas na Europa começam no segundo semestre e não há previsão para chegar ao Brasil.