Enquanto muitas marcas estão apresentando suas linhas 2021, a Honda (em sua parcimônia oriental) acaba de lançar o Civic Si 2020. Com preço de R$ 180 mil, o cupê japonês passou por suaves ajustes visuais para compor a nova linha. Visualmente, é difícil notar as mudanças do Si 2020. Afinal, o Civic tem desenho naturalmente agressivo, cheio de recortes e vincos. 

Mas o cupê ganhou novas molduras para os faróis de neblina (em LED), além de novas rodas aro 18. Os demais itens, como aerofólio, ponteiras cromadas, foram mantidos para reforçar a “má índole” desse japonês.

Mas o mais importante segue intacto, o motor turbo 1.5, calibrado para maliciosos 208 cv e 26,5 mkgf de torque. E como um carro esportivo que se preze, o Si manteve a transmissão manual de seis marchas, com relações mais curtas, que ajudam a elevar o giro mais rapidamente. Mas trata-se de um artifício que tem mais apelo emocional que funcional. Isso porque 70% do torque está disponível a partir dos 2.100 rpm. Assim, num uso comedido, basta alongar uma marcha e seguir sossegado. 

Por outro lado, mesmo sendo turbo, o pico de potência só aparece aos 5.700 giros, o que torna as marchas curtinhas um verdadeiro delírio. Afinal, manter o carro na mão é o que dá graça de se ter um esportivo.

O acerto de suspensão esportivo conta com amortecedores com ajuste de carga, que permite uma tocada mais visceral, mas também uma condução mais macia. A Honda afirma que ele recebeu barras estabilizadoras, buchas e braços de suspensão herdados do furioso Type R, que é a evolução máxima do Civic. 

As rodas aro 18 são calçadas por pneus 235/40 R18. Dentro delas, discos dianteiros de 12,3 polegadas, para garantir que ele ancore com o máximo de desempenho.

Por dentro, o Civic Si é tipo aqueles carros de “Velozes & Furiosos”. Não veja isso como pejorativo, mas como um elogio. Se o visual do Civic comum é arrojado, esta versão ainda adiciona mais tempero, com seus bancos esportivos e multimídia com sistema de áudio de 450W e 10 alto falantes. Dizem que é o máximo, pois preciso ser muito sincero ao dizer que, quando guiei este carro, nem me dei ao trabalho de ligar o rádio. Afinal, os único sons que eu queria ouvir eram os do motor e dos pneus chorando no asfalto.