A crise econômica parece ter ficado no passado para o comércio de Belo Horizonte. Em 2018, as vendas cresceram 2,5% e, para este ano, a projeção é de alta de 3,5% na comparação com os últimos 12 meses. Os dados foram divulgados pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH), nesta segunda-feira. “Os governos têm se mostrado abertos às reformas da previdência e tributária e isso nos anima muito”, afirma o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva.

O ano de 2013 foi o último de bonança, com alta de 4,61% nas vendas. Com a crise econômica, em 2014 o índice baixou para 2,08% e, no ano seguinte, despencou para queda de 4,34%. Nova retração foi registrada em 2016, com recuo de 1,49%. Em 2017 o índice foi positivo, mas pífio, com alta de 0,86%.

Em 2018, o setor que apresentou melhor recuperação foi o de vendas de veículos e peças, com elevação de 4,6%, seguido pelos supermercados, com alta de 3,78%. Na contramão, o subgrupo papelarias e livrarias registrou aumento abaixo da média, com 1,57% de alta, e vestuário e calçados incremento de 1,74%.

Na avaliação do representante da CDL-BH, a redução do desemprego e o aumento da renda das famílias, aliados à queda na Selic (que está em 6,50%) e à manutenção dos juros no centro da meta, contribuem para a melhoria do cenário econômico.

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