Depois de um período de incertezas e apreensão, os comerciantes do varejo de Belo Horizonte já podem sonhar com dias melhores. É o que a aponta o balanço das vendas em janeiro, divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Na comparação com o primeiro mês do ano passado, houve alta de 1,49%. 

E embora tenha sido pequeno, o crescimento em janeiro de 2019 na comparação com dezembro de 2018, de 040%, foi bastante comemorado. “Essa elevação, apesar de pequena, é positiva, pois é sobre uma base muito forte de comparação, que é dezembro, quando temos o Natal”, explica o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Ele atribui a alta nas vendas à recuperação da economia e à desaceleração de indicadores econômicos, como a inflação, que ficou em 3,78% nos últimos 12 meses, portanto abaixo do centro da meta de 4,5%. Esse cenário, para Silva, proporciona uma melhora no consumo das famílias. “Com um cenário econômico um pouco melhor comparado aos últimos três anos, as vendas estão, gradativamente, retornando o ritmo de crescimento”, diz.

Os presidente da CDL lembra ainda que as liquidações de inicio de ano e as vendas de materiais escolares também contribuíram para o resultado positivo. Os números do balanço indicam isso. Na comparação de janeiro/2019 com janeiro/2018, o segmento que apresentou o melhor desempenho foi o de papelarias e livrarias, com crescimento de 2,49% nas vendas. Vestuários e calçados (2,06%) e supermercados (+1,98%) também tiveram altas significativas. O setor que deixou a desejar foi o de veículos e peças, que apresentou queda de 1,04%.

Os índices são bem parecidos na comparação mensal (dezembro/2018 com janeiro 2019). O setor de papelaria e livraria também apresentou o maior crescimento (2,01%), seguido por supermercados (1,80%), artigos diversos (1,44%) e vestuários e calçados (1,07%).

A estimativa para o ano de 2019 é otimista, segundo Marcelo de Souza e Silva, com previsão de crescimento de 3,5% no setor de varejo. “Mas, para que esse otimismo se confirme, é fundamental que o governo lidere as reformas estruturais que o país não pode mais adiar, como a da Previdência e a tributária, por exemplo”, pondera o presidente da CDL/BH.