O grau de confiança dos micro e pequenos empresários mineiros atingiu em agosto seu mais alto ponto do ano, aponta o Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios (Iscon) divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Sebrae-Minas. Em uma escala que vai até 200 pontos, o empreendedor mineiro alcançou 123, quatro a mais que o levantamento anterior, referente a julho. Pela escala, 100 é a pontuação que separa a percepção otimista da negativa.

Para José Walter Mota, assistente da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, a pesquisa reflete com clareza a expectativa criada a partir da retomada das atividades econômicas, graças ao avanço da vacinação contra a pandemia de coronavírus.

“A pesquisa mostra que a reabertura do comércio, com a retomada das atividades, por causa do avanço na vacinação, trouxe alívio aos empresários em geral, pois muitos tiveram queda no faturamento nos períodos anteriores e, com a reabertura, a expectativa é de recuperação”, analisa.

“O ânimo dos empreendedores tem melhorado nos últimos meses, mas está claro que esse sentimento é influenciado mais pela expectativa ou pelo desejo de uma retomada econômica do que pela satisfação com a situação atual”
Afonso Maria Rocha,  - superintendente do Sebrae Minas.

Moderação

De abril a agosto, o Iscon acumula um crescimento de 34 pontos, indicando uma melhora progressiva da avaliação dos donos dos pequenos negócios em relação à situação econômica, embora ainda com uma expectativa moderada. 

“O ânimo dos empreendedores tem melhorado nos últimos meses, mas está claro que esse sentimento é influenciado mais pela expectativa ou pelo desejo de uma retomada econômica do que pela satisfação com a situação atual”, avalia Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas.

O Índice de Situação Esperada (ISE), que compõe o Iscon, demonstra claramente esta realidade. Em agosto, o ISE totalizou 140 pontos, 40 pontos acima do nível de tendência de estabilidade (100 pontos). Já quando confrontados com a realidade dos negócios nos últimos três meses, os empresários acreditam que a situação tem piorado, uma vez que o Índice de Situação Recente (ISR) teve resultado de 88 pontos (12 abaixo do ponto de estabilidade de valor 100). A pesquisa Iscon ouviu 2.759 empresários entre os dias 8 e 20 de agosto.

Clientela

A empresária Alessandra Alvim, que é proprietária de uma loja de roupas no bairro Grajaú, em Belo Horizonte, diz que sentiu o reflexo da imunização contra a Covid-19 em suas vendas, e que o movimento em sua loja de roupas aumentou muito à medida em que a vacinação avançava. “A clientela comenta que agora já tem mais coragem de sair para comprar”, diz ela, que abriu o negócio próprio no meio da pandemia, em novembro passado, e agora já vai contratar sua primeira funcionária. “Passei momentos complicados, mas agora já tenho condições de contratar uma vendedora”, diz.

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