Ao contrário de crocodilos que devoram mãos, leitões viajando em ônibus em estradas serpenteando desfiladeiros chuvosos e mocinhos e bandidos clichês de “Tudo Por Uma Esmeralda”, a colombiana Cartagena das Índias vai muito além do estereótipo latino de Hollywood. Riquíssima em história e paisagens paradisíacas, a cidade é um excelente destino para quem gosta de sol forte e águas transparentes. E o melhor: a um custo satisfatório, que na atual situação econômica se tornou um fator decisivo na escolha de um destino turístico.

Cartagena é uma cidade quente o ano todo, com temperaturas que podem beirar os 40 ºC no verão. Mesmo assim, no restante do ano as temperaturas giram em torno dos 25 ºC nos dias mais frios. Abril e maio é uma época interessante para se visitar a cidade, pois a temperatura já não está tão quente e o sol ardente da região equatoriana parece ser menos agressivo.

As melhores opções de hospedagem em Cartagena, para quem quer ficar próximo dos principais atrativos e pontos da cidade é optar pelo Centro ou pelo bairro de Bocagrande. No Centro, o visitante está perto do Castilho San Felipe Barajas e também da Ciudad Amurallada. O primeiro é um forte colossal, considerada a maior construção espanhola fora da Espanha. O bilhete custa em torno de R$ 35 e dá acesso à todas as instalações, corredores claustrofóbi-cos e as longas colunas de canhões.

Já a Ciudad Amurallada, ou Cidade Murada, é a cereja do bolo em Cartagena. Dentro dos muros com mais de 10 quilômetros de extensão a casarões, igrejas e inúmeras construções do período colonial. A hora ideal para ir lá é à noite. Quando os restaurantes espalham mesas pelas calçadas e praças e o sol implacável já se pôs. O único senão são incontáveis ambulantes, tocadores de violas e charreteiros que não se constrangem em oferecer seus serviços e quinquilharias.

Para quem busca praia, as melhores opções são as ilhas nos arredores

As praias de Cartagena estão longe de ser as melhores opções da região. As águas quase paradas e a areia escura não dão uma impressão muito boa de higiene, mas os moradores garantem que são limpas. Mas como diz o ditado: “O seguro morreu de velho!”.
No entanto, nos arredores da cidade há centenas de ilhas, algumas diminutas, outras grandes, com praias de águas transparentes, como determina o mar caribenho. A maioria das ilhas são propriedades privadas e muitas oferecem resorts para quem quer se isolar completamente do continente.

Uma delas é a Isla de Rosario, que fica a uma hora de lancha e custa algo em torno de R$ 200 a diária, incluindo o transporte do hotel até a marina e a embarcação. Perto dali há um oceanário com golfinhos, arraias e até tubarões adestrados.
O bilhete de entrada inclui show dos cetáceos, pelicanos atrevidos e demais bichos de ambiente marinho, que divertem pela oportunidade.

DESTINO
Cartagena das Índias (Colômbia).


Quando ir?
Abril e Maio, quando o calor não é tão intenso.

Custo?
Passagens de ida e volta com duas conexões e hospedagem de seis noites em hotel quatro estrelas partem de R$ 4.300 por casal, no período.

O que levar?
Quente o ano todo, priorize roupas leves, sendo necessário pelo menos duas peças para cada dia. Casaco, só se for para suportar o ar-condicionado do avião e a conexão em Bogotá, que faz muito frio durante a noite.

O que comer?
Cartagena tem como menu principal frutos do mar e uma boa variedade de pescados. Pratos como ceviche são populares, assim com peixes fritos e assados, acompanhados de arroz temperado com açúcar mascavo. Se a cozinha local não apetecer, não se preocupe, a avenida Carrera 2, em Bocagrande, é um verdadeiro oásis de redes de fast-food como McDonald’s, KFC, Burger King e similares.

Quanto levar?
Cada real equivale a 887 pesos e as conversões frequentemente causam confusões que podem doer no bolso. Um conta simples para facilitar na conversão é cortar os três últimos zeros. Sendo assim cada 10 mil pesos equivalem a R$ 11,40. Com atrações que variam de R$ 20 a R$ 200 e cada refeição em torno de R$ 50. Uma média diária de custo gira em torno de R$ 250 por casal. Uma dica é comprar o dinheiro ainda no Brasil, pois algumas casas de câmbio não aceitam real e pagam pouco pelo dólar.