Complexo Minas-Rio deve atingir 26,5 milhões de toneladas em 20 meses

Tatiana Moraes - Hoje em Dia
04/11/2014 às 08:19.
Atualizado em 18/11/2021 às 04:53
 (Anglo American/Divulgação)

(Anglo American/Divulgação)

A Anglo American prepara dois embarques de minério de ferro, somando 160 mil toneladas, por meio do sistema Minas-Rio, ainda para dezembro deste ano. O ponto de chegada da carga não foi informado. No mês passado, a companhia realizou a primeira remessa de minério extraído em Conceição do Mato Dentro e enviado por mineroduto ao Porto de Açu, no Rio de Janeiro. O complexo é considerado o maior do mundo. 

Na oportunidade, um navio Panamax com 80 mil toneladas (capacidade máxima deste tipo de embarcação) foi carregado no Porto de Açu com destino à China. A partir de janeiro, os envios para o exterior serão feitos com navios capesize, cargueiros com capacidade de 150 mil toneladas.

Em 2014, o Minas-Rio vai produzir cerca de 560 mil toneladas de minério de ferro. Para o ano que vem, a expectativa é atingir entre 11 milhões de toneladas e 14 milhões de toneladas.

O projeto, que envolve mina, beneficiamento, mineroduto de 529 quilômetros de extensão, terminal de minério de ferro e porto, foi iniciado em 2008 com previsão de aportes de US$ 5 bilhões. Devido ao aumento dos custos, o montante foi revisto, e hoje está em US$ 8,8 bilhões. Segundo o presidente da companhia, Paulo Castellari Porchia, 96% das obras já foram concluídas. “Faltam um terminal de petróleo no porto e pequenas obras em Conceição do Mato Dentro”, afirma. A previsão inicial era que a produção fosse iniciada em 2009, mas houve atrasos devido a problemas de licenciamento ambiental.

O valor investido até o momento, de acordo com ele, é proporcional à estrutura física erguida, o equivalente a US$ 8,4 bilhões.

A previsão inicial do Minas-Rio era alcançar produção anual de 26,5 milhões de toneladas. A empresa, segundo Porchia, trabalha para chegar ao volume entre 18 e 20 meses de produção. As expansões, que estavam previstas no projeto original, no entanto, dependerão de como o mercado irá se comportar. A primeira, para 30 milhões de toneladas, continua nos planos da empresa. “A expansão está prevista para depois de 2018”, diz o presidente.

A segunda etapa, que estimava ampliação para 60 milhões de toneladas por ano, não será avaliada no momento. A terceira etapa, com previsão para 90 milhões de toneladas por ano, também foi engavetada. O motivo é a queda do preço do minério, que atualmente beira a casa dos US$ 80 por tonelada. “O foco é chegarmos a 26,5 milhões de toneladas por ano”, afirma.

Apesar da redução na lucratividade, o presidente da companhia afirma que a mineração continua “de extrema importância no desenvolvimento mundial”. Segundo ele, embora a China vá reduzir o ritmo de consumo, o país seguirá comprando. “Esperamos uma alta no setor. Não vamos atingir os patamares dos últimos dois anos, mas haverá elevação”, estima.

Atualmente, de acordo com ele, o custo de produção do projeto gira entre US$ 33 e US$ 35 por tonelada de minério seco. A companhia herdou dois grandes clientes ao comprar o Minas-Rio: China e Oriente Médio.

Licenças

Com relação às licenças necessárias para o funcionamento do projeto, o executivo afirma que possui todas as 460 autorizações necessárias. 

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