O Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) discute nesta quinta-feira, 26, um estudo sobre o abastecimento do Sistema Cantareira com água do mar. O projeto preliminar, do próprio PCJ, prevê a construção de uma usina de dessalinização em Bertioga, litoral norte de São Paulo, e o bombeamento da água por adutoras até a represa Jaguari/Jacareí, no Cantareira.

A proposta será abordada durante encontro para apresentar as novidades tecnológicas de Israel para dessalinização, saneamento e irrigação, que ocorre em Indaiatuba, região de Campinas. No evento, uma parceria do Consórcio PCJ com a Missão Econômica de Israel em São Paulo, 12 empresas vão apresentar novas tecnologias para dessalinização, tratamento de água e efluentes e redução de perdas hídricas. Haverá ainda rodadas de negócios.

A tecnologia israelense para dessalinização atraiu o interesse em razão da crise hídrica e a necessidade de buscar novas fontes para abastecimento, segundo o PCJ. A proposta de captar e dessalgar a água do mar e levar para o Cantareira, visando ao abastecimento de 14,5 milhões de habitantes - parte da Grande São Paulo mais as populações das Bacias PCJ - foi apresentada ao governo paulista no ano passado, mas considerada inviável em razão do alto custo. O sistema custaria
R$ 6,1 bilhões.

De acordo com o cônsul para assuntos econômicos de Israel em São Paulo, Boaz Albaranes, a atualização tecnológica tem permitido a redução desses valores. Segundo ele, o custo de dessalinização atualmente está em torno de R$ 3 o metro cúbico. Outra forma de reduzir o custo seria utilizar energia eólica na operação da usina e no sistema de bombeamento, já que a região é favorecida pelas correntes de vento marítimo. O evento terá representantes de municípios, empresas e concessionárias de abastecimento.