O partido Novo vai criar um conselho nacional de apoio ao governo de Romeu Zema (Novo) e Paulo Brant (Novo), que estarão à frente de Minas Gerais pelos próximos quatro anos. O objetivo é aumentar a assertividade das ações dos eleitos e reduzir o risco de falhas. A afirmação foi feita pelo ex-candidato à presidência da República João Amoêdo, um dos fundadores da legenda, em entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, durante encontro da legenda em Belo Horizonte, nessa segunda-feira (29).

“Estaremos muito dedicados e seremos muito ambiciosos nos planos para Minas. Vamos ajudar o Romeu a fazer o melhor governo possível aqui no Estado”, disse. O conselho, que ainda está em formação, contará com profissionais de todo o país e de diversos ramos. A quantidade de pessoas que irá compor o grupo não foi detalhada. 

Inicialmente, o comitê vai auxiliar o novo governador na escolha dos secretários. No entanto, é possível que a formação permaneça montada para ajudá-lo ao longo da gestão. “Todas as decisões serão tomadas por Zema e pelo Brant. Nós só vamos auxiliá-los”, afirmou Amoêdo. 

Ele destacou que o governo de Minas será vitrine para o restante do país nas próximas eleições. “Isso significa que a responsabilidade é muito grande”, ponderou. “Minas Gerais é o segundo colégio eleitoral do Brasil e também é um reflexo do país. Temos que fazer, de fato, que aqui seja um trampolim para as próximas eleições”, enfatizou. 

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Amoêdo
Estreante na política, João Amoêdo teve 2,7 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 2,5% dos votos válidos, e ocupou o quinto lugar nas eleições, à frente dos nanicos. Com um discurso liberal, ele apostou na militância on-line e não usou recursos públicos. 

“Mostramos que dá pra eleger um governador sem usar dinheiro público, sem negociar cargos e sem usar tempo de televisão. E, além disso, estamos trazendo alguém que saiu da zona de conforto, que foi empresário a vida toda, que é um empreendedor que vem de fato para mudar a situação do Estado”, disse.