Consumidor vai ter que gastar mais para presentear o pai

Janaína Oliveira
joliveira@hojeemdia.com.br
21/07/2016 às 12:44.
Atualizado em 16/11/2021 às 04:24
 (Valter Campanato/ABr)

(Valter Campanato/ABr)

Com a escalada da inflação, o belo-horizontino vai ter que desembolsar mais para presentear no Dia dos Pais. Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) aponta que o valor médio que os consumidores da capital devem gastar para a data é de R$ 115,68. No ano passado, esse valor ficou em R$ 105,67.

“O tíquete médio deste ano está 9% maior na comparação com o ano passado. O motivo para essa elevação é que devido a pressão inflacionária as pessoas devem gastar mais para adquirir o presente deste Dia dos Pais”, diz o presidente da CDL/BH, Bruno Falci.

A pesquisa foi feita com 237 consumidores, no período de 23 de junho a 6 de julho. Os demais tíquetes médios citados foram: de R$ 100,01 a R$ 150 (21,6%); de R$ 150 a R$ 200 (9,2%); de R$ 200,01 a R$ 250 (6,5%); de R$ 250,01 a R$ 300 (2,2%); de R$ 300,01 a R$ 400 (2,7%); de R$ 400,01 a R$ 500 (0,05%) e acima de R$ 500,01 (0,5%).

O levantamento mostra ainda que a maioria dos consumidores (56,7%) deve desembolsar até R$ 100 com o presente. Para Falci, boa parte das pessoas está em busca de presentes com um menor valor agregado por causa do cenário de instabilidade econômica. “A inflação alta está pressionando a renda das famílias, mas dificilmente o consumidor deixará de presentear”, afirma.

O valor médio por presente também varia conforme o tipo de produto escolhido pelo consumidor. Quem optar por calçados deve gastar em média R$ 142. O gasto com material esportivo gira em torno de R$ 114,17. Já quem for presentear com roupas deve ter uma despesa de R$ 95,05. Em seguida aparecem os acessórios e o perfume/hidratante nos valores de R$ 71,97 e R$ 92, respectivamente.

O presente

Roupas lideram a intenção de compra de 38,0% consumidores. O presidente da CDL/BH explica que esses produtos costumam ter uma boa saída devido a sua versatilidade e facilidade de escolha. Os demais produtos citados foram: acessórios (17,6%); calçados (15,9%); material esportivo (8,2%); perfume/hidratante (7,3%); ferramentas (5,3%); livros (3,3%); relógio (2,0%); bebida (0,4%) e smartphone e itens de informática (0,4%). Não responderam 1,6% dos entrevistados.

Para evitar dívidas, a maioria dos consumidores da capital (76,7%) pretende pagar suas compras à vista neste Dia dos Pais. O dinheiro será a forma de pagamento mais utilizada conforme 33,0% dos entrevistados. As demais formas de pagamento à vista citadas foram: cartão de débito (22,2%); cartão de crédito (20,5%); cartão da própria loja (0,5%) e cheque (0,5%).

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